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Ibovespa fecha em forte queda com decisão do Fed e tensão no Oriente Médio

Publicado 29/07/2026 • 17:34 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 1,52%, aos 173.885,34 pontos, com volume financeiro de R$ 22,8 bilhões.
  • Novas ameaças dos Estados Unidos contra o Irã e a manutenção dos juros pelo Fed ampliaram a aversão ao risco.
  • Bancos pressionaram o índice, enquanto Petrobras e outras petroleiras avançaram com a alta de quase 8% do petróleo.

O Ibovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira (29), acompanhando as perdas em Nova York após o aumento das tensões no Oriente Médio e a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter os juros inalterados nos Estados Unidos.

O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,52%, aos 173.885,34 pontos, na mínima do dia. Na máxima, alcançou 176.563,85 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,8 bilhões.

A pressão foi concentrada nos bancos e em outras ações de peso. Na direção oposta, Petrobras e companhias do setor de petróleo avançaram com a disparada da commodity e impediram uma queda ainda mais intensa.

Leia também: Ibovespa sobe e retoma os 176 mil pontos com juros futuros e IPCA-15

Tensão geopolítica amplia aversão ao risco

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Artur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que a piora do mercado ganhou força após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de ataques mais duros contra o Irã.

Segundo ele, o ambiente já era desfavorável depois do presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçar a necessidade de controlar a inflação americana, ainda acima da meta.

As declarações aumentaram o receio de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos e reduziram o apetite por ativos de risco.

“Tivemos um dia bem difícil no pregão brasileiro. A nossa bolsa caiu, e a bolsa americana também caiu”, afirmou Horta.

Bancos puxam o índice para baixo

O setor financeiro esteve entre as principais pressões do Ibovespa. Santander unit (SANB11) desabou 7,37%, a R$ 25,63, após a divulgação dos resultados trimestrais.

Itaú PN (ITUB4) recuou 2,43%, a R$ 41,82, enquanto Bradesco PN (BBDC4) caiu 2,24%, a R$ 18,35.

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A Vale (VALE3) caiu 0,85%, a R$ 75,05, em uma sessão de recuo do minério de ferro.

A maior perda do índice ficou com a CSN (CSNA3), que caiu 7,80%, a R$ 5,20. A Sabesp (SBSP3) recuou 5,87%, a R$ 26,61.

Petrobras limita perdas

A alta de quase 8% do petróleo sustentou as ações das petroleiras. A Petrobras ON (PETR3) avançou 2,35%, a R$ 47,51, enquanto a Petrobras PN (PETR4) subiu 1,92%, a R$ 42.

A Prio (PRIO3) liderou os ganhos do índice, com alta de 2,89%, a R$ 58,41. A MBRF (MBRF3) avançou 2,21%, a R$ 16,66.

Horta explicou que a ausência de um acordo formal entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo sujeito a movimentos bruscos. Segundo ele, as notícias de novos ataques na região do Estreito de Ormuz e do Mar Vermelho voltaram a elevar o preço da commodity.

“Enquanto não houver assinatura de um memorando ou de um acordo formal de cessar-fogo, não dá para esperar que o petróleo fique em queda”, disse.

Leia também: Mercados: petróleo Brent sobe 7% com retomada de confito EUA x Irã; Ibovespa cai 0,60% e bolsas americanas recuam na espera do Fed

Petróleo não muda aposta para o Copom

Apesar da disparada da commodity, Horta avaliou que o movimento não deve impedir um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom.

O analista afirmou que a alta do petróleo ainda é vista como um choque de curto prazo e destacou a leitura favorável do IPCA-15, divulgada nesta semana.

Segundo ele, o Banco Central tende a dar mais peso ao comportamento dos preços de serviços e aos efeitos prolongados da política monetária do que às oscilações de energia, alimentos e commodities.

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