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Saída de capital estrangeiro e temor fiscal revertem bom humor do mercado nacional
Publicado 28/05/2026 • 22:22 | Atualizado há 13 horas
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Publicado 28/05/2026 • 22:22 | Atualizado há 13 horas
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O Ibovespa voltou a cair nesta quinta-feira (28) pressionado pela saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira e pelo aumento das preocupações com os fundamentos macroeconômicos do País. Para Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos, o movimento marca uma reversão parcial do fluxo positivo registrado no início do ano.
Na avaliação dele, o Ibovespa até pode voltar a buscar os 200 mil pontos, mas isso dependerá de uma melhora consistente dos fundamentos econômicos e, principalmente, de avanços na questão fiscal.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista afirmou que investidores estrangeiros direcionaram cerca de R$ 70 bilhões para a bolsa brasileira até abril, em meio ao movimento conhecido no mercado como “rotação global”, no qual recursos migraram de bolsas americanas e de outros mercados para ativos considerados descontados, como os brasileiros.
“O investidor estrangeiro estava se desfazendo de ativos na bolsa americana e comprando a nossa bolsa. O Brasil era visto como um mercado descontado”, afirmou.
De acordo com Espírito Santo, cerca de 25% desse volume já deixou o País desde então, à medida que o mercado passou a reavaliar o cenário econômico doméstico. Para ele, a percepção inicial de que o Brasil poderia se beneficiar da instabilidade geopolítica internacional perdeu força diante da deterioração dos indicadores econômicos.
“Começou a cair a ficha de que os fundamentos da economia brasileira não eram tão favoráveis assim para sustentar um Ibovespa próximo dos 200 mil pontos”, disse.
Ao mesmo tempo, o mercado americano voltou a atrair investidores após uma sequência de resultados considerados fortes das grandes empresas de tecnologia. Segundo o economista, o desempenho das chamadas big techs impulsionou uma recuperação expressiva das bolsas nos Estados Unidos.
O economistas destacou que os sinais recentes da economia brasileira têm aumentado a cautela dos investidores. Ele citou a desaceleração na criação de empregos formais mostrada pelo Caged, inflação acima da meta, juros elevados, aumento do endividamento das famílias e dificuldades enfrentadas por empresas nacionais.
“O mercado de trabalho começa a sentir os efeitos dos juros altos. Ao mesmo tempo, seguimos com inflação acima da meta e uma conta de juros muito elevada”, afirmou.
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