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Brasileiros ampliam investimentos no exterior em busca de proteção patrimonial
Publicado 13/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O aumento das tensões geopolíticas e das incertezas econômicas globais tem levado mais brasileiros a buscar alternativas para proteger o patrimônio fora do país. Segundo a especialista em finanças e investimentos Taíse Saeter, a diversificação internacional e a dolarização parcial da carteira deixaram de ser estratégias restritas a grandes fortunas e se tornaram cada vez mais acessíveis aos investidores de varejo.
De acordo com ela, o ouro voltou a ganhar protagonismo como instrumento de preservação de valor. Taíse destaca que o metal precioso atravessa um ciclo favorável desde 2019, impulsionado pela forte demanda de bancos centrais e instituições financeiras ao redor do mundo.
“Agora o ouro começa a ter mais atenção dos investidores do varejo, mas é uma reserva de valor milenar. Tem uma função muito importante na preservação do poder de compra”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Na avaliação da especialista, o atual cenário de fragmentação geopolítica e desglobalização reforça a importância de ativos considerados defensivos dentro das carteiras de investimento. Ela observa que o avanço recente das cotações do ouro ajudou a atrair o interesse de investidores pessoas físicas em diversos países.
Além dos metais preciosos, a especialista destaca que a internacionalização dos investimentos se tornou mais simples graças ao avanço da infraestrutura financeira e das plataformas digitais. Segundo ela, hoje qualquer brasileiro pode acessar ativos globais de forma relativamente simples, seja por meio de contas internacionais ou de produtos negociados no mercado local.
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Siga o Times | CNBC“Essa democratização permite que qualquer brasileiro consiga investir diretamente no exterior, ter parte do patrimônio dolarizado e acessar as maiores empresas do mundo”, disse.
Para investidores com menor experiência, Taíse aponta os ETFs como uma das portas de entrada mais acessíveis para a diversificação internacional. Ela ressalta que esses produtos permitem exposição a diferentes mercados e ativos com maior simplicidade.
Muitos investidores ainda enxergam aplicações internacionais com receio, embora o risco de concentração excessiva em ativos locais deva ser considerado. “O maior medo deveria ser estar com patrimônio 100% em reais, em uma moeda de um país emergente”, afirmou.
Quando questionada sobre uma alocação adequada entre Brasil e exterior, Taíse ponderou que a estratégia depende do perfil e dos objetivos de cada investidor. Ainda assim, ela considera que uma exposição internacional relevante faz sentido para quem busca preservação de patrimônio no longo prazo.
“A partir de 30% do patrimônio exposto diretamente no exterior faz muito sentido, pensando principalmente na proteção do poder de compra ao longo do tempo”, avaliou.
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