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Selic em alta ou em queda? Veja como ajustar seus investimentos em cada cenário
Publicado 16/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 16/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
A Taxa Selic é considerada a taxa básica de juros da economia brasileira e funciona como referência para diversas operações financeiras, desde financiamentos e empréstimos até o rendimento de investimentos. Além de definir padrões financeiros no país, a Selic também é um fator determinante para o poder de compra dos brasileiros.
Definida pelo Banco Central (BC), por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic é um dos principais instrumentos utilizados para controlar a inflação no país. Alterações nessa taxa impactam diretamente o comportamento do mercado financeiro e influenciam as decisões de investidores sobre onde aplicar seus recursos.
Leia também: Focus: mercado mantém estimativas para inflação e PIB, mas eleva Selic
De acordo com o portal InvesTalk, do Banco do Brasil, a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) funciona como base para diversas operações do mercado financeiro. No Brasil, ela é usada como referência para definir o custo do dinheiro na economia, influenciando tanto o crédito quanto o retorno de aplicações financeiras. Esse fator é determinante para decidir qual investimento passa a valer a pena.
Quando o Banco Central decide elevar ou reduzir a taxa de juros, a medida tem como objetivo manter a inflação dentro da meta estabelecida para o país, com isso:
De modo geral, aplicações de renda fixa costumam se tornar mais vantajosas quando a taxa Selic aumenta, pois a elevação dos juros amplia o rendimento de títulos públicos e de fundos vinculados ao CDI, índice que acompanha de perto a taxa básica da economia.
Já os ativos de renda variável, que envolvem maior nível de risco, normalmente perdem atratividade em períodos de juros elevados. Isso ocorre porque a alta da Selic torna o crédito mais caro e tende a reduzir o ritmo da economia, cenário que pode pressionar os resultados das empresas e, consequentemente, seus retornos aos investidores.
Em períodos de alta da Selic, os investimentos em renda fixa costumam se tornar mais atrativos. Isso acontece porque muitos títulos, em especial aqueles ligados ao governo ou ao mercado financeiro, têm rentabilidade associada à taxa básica de juros ou a indicadores próximos dela, como o CDI.
Quando a taxa de juros está em alta, aplicações de renda fixa pós-fixadas tendem a ganhar atratividade em relação às prefixadas, pois seus rendimentos acompanham indicadores como a taxa básica de juros ou o CDI.
Já no mercado de renda variável, o movimento costuma ser oposto. A elevação da Selic reduz normalmente o interesse por ações, embora alguns papéis considerados mais defensivos, ligados a setores com receitas estáveis, como energia, saneamento e concessões de serviços públicos, possam sofrer menos impacto.
Outro fator relevante é que muitas empresas dependem de financiamentos para bancar projetos e operações. Com juros mais elevados, o custo dessas dívidas aumenta, o que pode pressionar os resultados das companhias e, consequentemente, os preços de suas ações.
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Siga o Times | CNBCNo caso da Selic mais baixa, a lógica citada acima deve se inverter. Com juros menores, os investimentos em renda fixa passam a oferecer retornos mais baixos, o que leva muitos investidores a buscar alternativas com maior potencial de ganho.
Quando as taxas de juros caem, é comum que investidores passem a procurar alternativas com maior possibilidade de ganho, como ações e fundos de investimento, especialmente multimercados e fundos de ações.
Na bolsa, alguns setores costumam se beneficiar mais desse ambiente. Entre eles estão os chamados segmentos cíclicos, que dependem mais do desempenho da economia, como empresas de varejo, companhias aéreas, negócios ligados ao turismo e construtoras.
Planejar investimentos considerando o comportamento da Selic é uma estratégia comum entre investidores. Em momentos de expectativa de queda da taxa de juros, por exemplo, alguns títulos prefixados podem se tornar mais interessantes, já que a rentabilidade é definida no momento da aplicação e permanece até o vencimento.
Quando o mercado espera reduções na taxa de juros, os investimentos prefixados de renda fixa costumam ganhar destaque. Isso ocorre porque a rentabilidade é definida no momento da aplicação e permanece a mesma até o vencimento.
Entre os exemplos estão as Letras do Tesouro Nacional (LTN), conhecidas como Tesouro Prefixado, além de títulos como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) prefixadas, nos quais o investidor já sabe antecipadamente qual será o retorno do investimento.
No contrário, quando o cenário aponta para aumento dos juros, aplicações pós-fixadas, que acompanham a variação da Selic ou do CDI, tendem a se destacar, pois sua rentabilidade acompanha o movimento da taxa básica.
Quando a taxa Selic entra em trajetória de queda, aplicações pós-fixadas costumam render menos. Isso acontece porque esses investimentos acompanham diretamente a variação da taxa básica de juros.
Entre os exemplos estão o Tesouro Selic (LFT) e os Certificados de Depósito Bancário (CDB), cujo retorno tende a diminuir conforme os juros recuam.
Dessa forma, acompanhar as decisões em relação às taxas e às expectativas do mercado pode ajudar investidores a montar uma carteira mais equilibrada e alinhada ao cenário econômico.
Leia também: Taxas de juros saltam e corte da Selic em março é colocado em xeque
Independentemente do cenário de juros, é importante manter a atenção na diversificação da carteira de investimentos. Separar as aplicações entre diferentes objetivos, como reserva de emergência, metas de longo prazo e projetos pessoais, pode ajudar a equilibrar riscos e oportunidades ao longo do tempo.
Essa estratégia permite que o investidor mantenha parte dos recursos em ativos mais conservadores e, ao mesmo tempo, explore oportunidades de maior retorno em outros mercados. Mesmo assim, vale destacar que qualquer investimento, seja ele com alta ou baixa da Selic, possui seu grau de risco, até os mais conservadores.
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