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Dólar nas mínimas, com maior queda desde maio de 2024, abre espaço para investir no exterior
Publicado 08/04/2026 • 21:34 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 08/04/2026 • 21:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O alívio no conflito entre os EUA e o Irã foi motivo de comemoração nos mercados, ainda que a batalha não esteja ganha. Na sessão desta quarta-feira (8), o dólar recuou 1% e chegou ao patamar de R$ 5,10 diante da possibilidade de resolução a curto prazo da guerra. Foi o menor nível da moeda desde 17 de maio de 2024. Especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC afirmam que o viés de baixa atual, entretanto, não deve permanecer ao longo prazo, o que abre oportunidades para compra.
Segundo Diego Hernandez, economista e sócio fundador da Ativo Investimentos, a valorização do real frente a divisa americana é um reflexo imediato da insegurança global.
“O dólar, na verdade, caiu mais por uma questão de piora global do que por uma melhora local. Então, eu tenho um certo ceticismo se essa tendência irá se consolidar, dado que as preocupações internas que tínhamos e temos até hoje não foram resolvidas”, disse.
Fatores como o crescimento da dívida pública, renúncias fiscais e as eleições marcadas para outubro seguem pressionando o real. Ele afirma que, mesmo entre o mercado interno, a percepção é de que há uma distorção na cotação da moeda.
Segundo a última edição do boletim Focus, do Banco Central, a expectativa mediana dos agentes de mercado é que a cotação da moeda termine 2026 na casa dos R$ 5,40. O que quer dizer, portanto, que o momento de comprar o ativo é agora, segundo Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital.
“Para quem já tem e deseja aumentar a exposição internacional, acho válido estudar compras, mas não de uma vez só. O ideal é fazer o que chamamos de preço médio: se subir, garantimos um bom preço; se cair, fazemos uma nova tranche de aquisição”, explica Gass.
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Siga o Times | CNBCEle afirma que o rumo do câmbio é difícil de se prever, ainda mais em momentos de tensão. “Ainda assim, eu compraria uma parte relevante agora, porque ele já caiu bastante e parece estar em um bom ponto de entrada. Mas não compraria tudo, pois eventualmente amanhã pode estar mais barato”, diz.
Investir na moeda da maior potência do mundo é possível de várias formas. Renda fixa internacional pública ou privada, ETFs (fundos que replicam índices), ações, fundos de investimento, criptoativos…
Segundo Luciana Ikedo, especialista em investimentos, há diversas alternativas que podem atender a diferentes perfis de investidor. “Há inúmeras opções. Ainda assim, é importante lembrar que a exposição cambial é um fator relevante e que esse risco deve sempre ser mensurado e considerado dentro da estratégia de diversificação do portfólio”, disse.
Ela explica que, entre as formas de dolarizar a carteira, uma das alternativas é abrir uma conta diretamente em uma instituição no exterior, por meio da conexão com uma corretora ou banco, e investir diretamente fora do país. “Outra possibilidade é investir em fundos com exposição internacional, seja em renda fixa, ETFs ou ações, aplicando em reais, mas com ativos atrelados ao dólar”, conclui
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