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Geração Z e Geração Y antecipam investimentos diante de imóveis caros
Publicado 09/08/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/08/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
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A Geração Z e a Geração Y nos Estados Unidos estão começando a investir cada vez mais cedo, à medida que o sonho da casa própria fica mais distante. Os preços dos imóveis no país subiram 235% desde janeiro de 2000, e a idade média do comprador de primeira casa saltou de 28 anos em 1992 para 40 anos em 2025.
Segundo reportagem de Mia Osmonbekov, da revista Fortune, jovens adultos passaram a tratar suas contas em corretoras como o novo caminho para acumular patrimônio. “Para os jovens adultos que se desesperam com a possibilidade de algum dia conseguirem comprar uma casa, investir nos mercados financeiros pode ser uma ótima maneira de economizar até que tenham condições de comprá-la”, disse Chen Zhao, chefe de pesquisa econômica da Redfin, à Fortune.
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De acordo com pesquisa da Charles Schwab, a Geração Z começa a investir aos 19 anos, em média, enquanto a Geração Y inicia aos 25. Hoje, a Geração Z já representa um terço dos novos clientes da corretora, segundo um porta-voz da empresa ouvido pela Fortune.
O comportamento também aparece na preparação para a aposentadoria. Conforme o estudo “2026 Planning & Progress Study”, da Northwestern Mutual, a Geração Z começou a poupar para a aposentadoria aos 22 anos, em média, e a Geração Y aos 28, anos antes do que seus pais e avós da geração baby boomer.
O Federal Reserve acompanha, desde 1989, a fatia do mercado de ações pertencente a americanos com menos de 40 anos. Os ativos combinados desse grupo chegaram a US$ 3,1 trilhões neste ano, um aumento de 4,5 vezes apenas desde o início da pandemia.
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Siga o Times | CNBCAs ações representavam 9% do patrimônio líquido das famílias com menos de 40 anos em 1989. Hoje, esse número é de 27%, a maior participação já registrada. Segundo George Eckerd, diretor de pesquisa para patrimônio e mercados do JPMorganChase Institute, o crescimento das taxas de posse de ações, somado à queda ou estabilidade na aquisição de imóveis, “representa uma mudança significativa na forma como os jovens americanos estão acumulando patrimônio”, disse ele à Fortune.
Em vez de guardar todo o dinheiro para a compra de uma casa em uma conta poupança, jovens americanos passaram a considerar os investimentos em ações como algo conversível em entrada para um imóvel, quando essa compra se tornar viável. Entre a Geração Z e a Geração Y que compraram casa recentemente, um em cada cinco vendeu ações para pagar o sinal, segundo pesquisa da Redfin de 2025, proporção que chega ao dobro entre os baby boomers.
Para Eckerd, ações e imóveis seguem sendo ferramentas diferentes entre si. “O ciclo imobiliário pode ser um pouco diferente do ciclo do mercado de ações, mas ambos tendem a ser afetados, pelo menos em parte, por alguns fatores semelhantes, como recessões e taxas de juros”, afirmou o pesquisador à Fortune.
Relatório do JPMorganChase Institute, de autoria conjunta com Eckerd, constatou que 37% dos jovens de 25 anos possuíam uma conta de investimento de varejo em 2024, seis vezes mais do que em 2015. No mesmo período, os fluxos de investimento de varejo cresceram cerca de 50%, entre 2023 e o início de 2025.
Segundo o relatório, a queda na acessibilidade imobiliária “pode estar alterando a alocação das economias, tornando ativos financeiros como ações relativamente mais atraentes ou acessíveis do que o patrimônio imobiliário”.
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