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Ibovespa fecha no menor patamar desde janeiro com pressão externa, dólar e juros em alta

Publicado 19/05/2026 • 17:46 | Atualizado há 19 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.279 pontos, no menor fechamento desde 21 de janeiro.
  • Pressão veio do cenário externo, com incerteza no Oriente Médio, Treasuries elevados e menor apetite por emergentes.
  • Cosan e B3 lideraram as perdas; Usiminas teve a maior alta em uma sessão de ganhos limitados.
A alta ocorre apesar da valorização discreta dos índices de ações norte-americanos.

Bolsa de valores

Pixabay

O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (19) em queda de 1,52%, aos 174.279 pontos, no menor nível de fechamento desde 21 de janeiro, quando encerrou aos 171.816,67 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi pressionado pelo cenário externo, pelo avanço do dólar e pela alta dos juros futuros.

A sessão foi marcada por maior cautela dos investidores diante da falta de definição sobre o conflito no Oriente Médio. A leitura do mercado é que uma tensão geopolítica prolongada pode manter a inflação global pressionada, especialmente por meio de commodities e energia, o que tende a sustentar os rendimentos dos Treasuries em patamares elevados e reduzir o apetite por ativos de mercados emergentes.

Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, avaliou que o mercado brasileiro seguiu pressionado ao longo do dia, com DI e dólar em alta e bolsa em queda.

“O principal fator de pressão continua sendo o cenário externo, especialmente a falta de definição em relação ao conflito no Oriente Médio. Quanto mais tempo durar esse cenário, maior tende a ser a pressão inflacionária global, o que mantém as treasuries elevadas e reduz o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil”, afirmou.

Leia também: Ibovespa opera em queda com múltiplos vetores pressionando os ativos

Segundo Bresciani, Vale recuou acompanhando a queda do minério de ferro, enquanto Petrobras operou mais fraca com o petróleo em baixa. Entre os destaques positivos, Usiminas liderou os ganhos do índice, enquanto Natura apareceu entre os melhores desempenhos relativos, em movimento de recuperação após quedas mais fortes nos últimos pregões.

No cenário doméstico, os ruídos políticos recentes também continuaram adicionando volatilidade aos ativos locais, principalmente dólar, bolsa e juros.

O investidor estrangeiro segue reduzindo posição na bolsa brasileira. Até o dia 15, a saída líquida somava cerca de R$ 9,6 bilhões no mês. No acumulado do ano, o saldo ainda é positivo, em torno de R$ 46,9 bilhões, mas abaixo dos mais de R$ 60 bilhões observados anteriormente.

“A leitura do mercado segue sendo de cautela. Para uma melhora mais consistente dos ativos brasileiros, o cenário externo ainda precisa se estabilizar, principalmente em relação às tensões geopolíticas e ao impacto esperado sobre inflação e juros globais”, disse Bresciani.

Maiores altas do Ibovespa

EmpresaCódigoVariação no dia (%)Fechamento (R$/ação)
UsiminasUSIM51,11%R$ 9,13
PrioPRIO30,73%R$ 69,32
TIMTIMS30,63%R$ 22,21
Smart FitSMFT30,11%R$ 18,57
AmbevABEV30,00%R$ 15,81
Fonte: RocketTrader

A ponta positiva do índice foi limitada. Usiminas liderou as altas, com avanço de 1,11%, seguida por Prio, TIM e Smart Fit. Ambev terminou estável.

Mesmo entre os melhores desempenhos relativos, algumas ações fecharam no negativo, reflexo de uma sessão de perdas disseminadas na bolsa brasileira.

Maiores baixas do Ibovespa

EmpresaCódigoVariação no dia (%)Fechamento (R$/ação)
CosanCSAN3-6,35%R$ 4,13
B3B3SA3-4,96%R$ 15,89
C&A ModasCEAB3-4,70%R$ 10,54
CSN MineraçãoCMIN3-4,67%R$ 4,08
CSNCSNA3-4,07%R$ 5,90
Fonte: RocketTrader

Do lado negativo, Cosan liderou as perdas, com queda de 6,35%. B3 também teve forte recuo, de 4,96%, em um dia de maior aversão a risco e redução do fluxo para ativos locais.

C&A Modas, CSN Mineração e CSN também ficaram entre as maiores baixas. O desempenho das empresas ligadas a commodities refletiu a pressão sobre matérias-primas no exterior, em especial o minério de ferro, enquanto papéis de energia acompanharam a fraqueza do petróleo.

Para Bresciani, a combinação de incerteza externa, juros globais elevados e ruídos domésticos deve manter os ativos brasileiros voláteis no curto prazo.

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