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Ouro fecha em queda com avanço dos Treasuries e incerteza sobre guerra
Publicado 19/05/2026 • 16:27 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/05/2026 • 16:27 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik.
O ouro fechou em queda nesta terça-feira (19), pressionado pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela indefinição sobre a guerra no Oriente Médio.
Durante a sessão, o metal chegou a cair abaixo de US$ 4.500 por onça-troy e atingiu o menor patamar desde março. O movimento ocorreu em meio à alta dos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos, que renovaram máximas em anos, e às incertezas sobre a possibilidade de novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em baixa de 1%, a US$ 4.511,20 por onça-troy. A prata para julho recuou 3%, a US$ 75,159 por onça-troy.
Leia também: Ouro e prata fecham em queda com juros altos e incertezas globais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com novos ataques até o “início da próxima semana”. A declaração ocorreu após o republicano afirmar, na noite de segunda-feira (18), que havia adiado, “talvez para sempre”, uma grande ação contra o país.
Do lado iraniano, autoridades dizem estar prontas para responder a ataques e reforçam que não pretendem se render.
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Siga o Times | CNBCNesse ambiente de indefinição, o ouro caiu a US$ 4.467,10 durante o pregão, menor nível desde 27 de março. Ao mesmo tempo, os juros dos Treasuries avançaram, com o rendimento do T-bond de 30 anos chegando ao maior patamar desde 2007.
Leia também: Gráfico do ouro indica possível recuperação; veja como operar gastando menos
Na avaliação do Swissquote, o ouro segue pressionado pela alta dos rendimentos, que torna “o metal amarelo relativamente menos atraente em comparação com ativos de renda fixa”.
Ainda assim, o banco afirma que a tendência de longo prazo para o metal permanece positiva, sustentada pela demanda de bancos centrais.
Os metais também refletem a expectativa de juros mais altos. Segundo o IG, os mercados continuam precificando riscos de aperto monetário diante da alta dos preços de energia.
De acordo com a ferramenta do CME Group, as apostas em uma elevação das taxas já em dezembro deste ano estão em 57,2%. Apesar da perda de força do petróleo nesta terça-feira, os preços seguem acima de US$ 100 por barril.
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