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TIMES | CNBC Parlatório Talks: “A concentração em uma moeda e em um só país aumenta os riscos”, diz Luiz Ferreira, CIO do EFG International
Publicado 26/10/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/10/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 horas
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A concentração de investimentos em uma única moeda e em um único país aumenta os riscos para o patrimônio, afirmou Luiz Ferreira, CIO do EFG International, em entrevista nesta segunda-feira (26) ao programa Parlatório Talks, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para o executivo, a diversificação internacional é essencial para proteger os recursos dos brasileiros diante das oscilações cambiais e das incertezas econômicas.
O especialista afirmou que cerca de 95% dos recursos dos investidores brasileiros permanecem no país, embora o mercado financeiro nacional represente aproximadamente 1% do mercado global. Para Ferreira, a diferença evidencia a necessidade de ampliar o acesso a ativos, moedas e oportunidades disponíveis em outras economias.
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“O primeiro passo é a proteção. Na verdade, a gente fala muito em legado, em continuidade e isso passa pela diversificação de moedas, porque a concentração numa moeda num só país aumenta os riscos”, disse Ferreira, ao explicar por que famílias de alta renda procuram alternativas internacionais para preservar seus patrimônios.
A taxa de juros brasileira, apesar de elevada, não basta para assegurar uma entrada duradoura de capital estrangeiro, avaliou o CIO. Ele apontou a inflação, a condução da política fiscal e as instabilidades institucionais como fatores que limitam o interesse por investimentos de longo prazo.
“O Brasil poderia ser um grande atrativo de capital porque tem os valuations atrativos, tem um carrego de taxa de juros interessante, mas o problema é que vem também com algumas instabilidades institucionais”, afirmou. Na avaliação dele, essa combinação favorece entradas de recursos de curto prazo.
O executivo também demonstrou preocupação com a trajetória das contas públicas e com a possibilidade de elevação de tributos, inclusive sobre heranças. Para Ferreira, a diversificação internacional pode ajudar investidores a se preparar para mudanças econômicas e tributárias.
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Siga o Times | CNBC“O nosso recado para o investidor é que ele não deveria ter 100% em nada, não deveria ter 100% em dólar, mas também não deveria ter 100% em reais, não deveria ter 100% em euros”, ressaltou. Ele destacou que a proteção patrimonial deve considerar diferentes moedas, jurisdições e classes de ativos.
No mercado de câmbio, Ferreira acredita que o dólar continuará como principal moeda internacional, mas com participação menor nas reservas globais. Ele destacou o interesse pelo franco suíço como alternativa diante do endividamento dos governos e de possíveis mudanças nas taxas de juros japonesas.
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“A gente não vê um colapso do dólar por questões financeiras, mas sim uma diversificação que vem acontecendo de uma maneira natural”, explicou o CIO. Segundo ele, a participação da moeda americana nas reservas dos bancos centrais caiu de cerca de 70% no início dos anos 2000 para aproximadamente 57% a 58%.
A inteligência artificial oferece novas oportunidades de investimento, mas a escala dos gastos em infraestrutura exige cautela, afirmou Ferreira. Ele citou compromissos relacionados a data centers que, segundo sua análise, podem pressionar a alavancagem das grandes empresas de tecnologia caso a geração de caixa não acompanhe a expansão.
“É um risco muito grande para ser considerado”, disse o executivo. Para o Brasil, ele vê oportunidades seletivas em imóveis para data centers e em minerais ligados à tecnologia, mas defende que o país busque agregar mais valor à cadeia produtiva.
Na estratégia do EFG, o Brasil é o principal mercado da operação latino-americana, com foco em crescimento orgânico e investimentos mantidos no exterior. Ferreira afirmou que o grupo dispõe de escritórios de representação no Rio de Janeiro e em São Paulo e que sua proposta é oferecer diversificação internacional, sem administrar diretamente ativos em reais no país.
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