Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO CNBC: Nasdaq vê economia da inovação mais madura e descarta semelhanças com a bolha da internet
Publicado 23/07/2026 • 19:00 | Atualizado há 7 horas
Allianz anuncia compra da unidade de seguros da HSBC em Singapura por US$ 2,09 bilhões
Ações da Intel disparam 11%, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial, o que resultou no crescimento mais rápido em 15 anos
Ações da Cerebras disparam após parceria com a AMD
Resultados da Comcast destacam força da NBCUniversal antes da separação planejada
Amazon e Microsoft adaptam suas estratégias de jogos em nuvem para atingir diferentes públicos
Publicado 23/07/2026 • 19:00 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
A força da economia da inovação, o avanço da inteligência artificial e a maturidade das empresas que chegam ao mercado de capitais sustentam um cenário diferente da bolha da internet dos anos 2000, afirmou Adena Friedman, CEO da Nasdaq, em entrevista exclusiva à CNBC.
“É um momento muito empolgante para fazer parte da Nasdaq, mas também para atuar neste setor. Estamos vivendo uma fase muito interessante para a economia da inovação, que está criando tendências duradouras em todo o mercado financeiro, desde a modernização dos mercados até a tokenização e a inteligência artificial”, afirmou.
Segundo Friedman, a Nasdaq atravessa um dos períodos mais fortes para o mercado de ofertas públicas iniciais, com uma sequência de listagens de grande porte que reforçam o apetite dos investidores por empresas ligadas à inovação.
Leia também: SpaceX passa a integrar o Nasdaq 100 e chega a planos de aposentadoria nos EUA
A executiva destacou o IPO da SpaceX, que classificou como o maior da história, além da listagem da SK Hynix, descrita por ela como a segunda maior de todos os tempos e a maior emissão de ADRs já realizada. Também citou o IPO da Cerebras, considerado o maior do setor de semicondutores, e da Parabolized Medicine, apontada como a maior abertura de capital de uma empresa de biotecnologia.
Para Friedman, o forte pipeline de novas ofertas demonstra que o mercado está preparado para absorver emissores de grande porte e empresas voltadas à nova economia.
Além do desempenho das listagens, a CEO ressaltou o crescimento do braço de tecnologia financeira da companhia, que avançou 15% e vem incorporando inteligência artificial aos seus produtos.
Segundo ela, cerca de 750 bancos utilizam agentes digitais desenvolvidos pela Nasdaq para combater crimes financeiros, tecnologia que também está sendo expandida para outras soluções da empresa.
Friedman afirmou ainda que diversas bolsas ao redor do mundo trabalham em parceria com a Nasdaq para modernizar suas infraestruturas, com foco em mercados operando continuamente e em soluções de tokenização.
Questionada sobre as comparações entre o atual momento e a bolha da internet, Friedman afirmou que o cenário é bastante diferente daquele observado em 1999 e 2000, período em que também atuava na Nasdaq.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo ela, as empresas que hoje chegam ao mercado possuem operações consolidadas, receitas relevantes, ampla base de clientes e passaram por um longo período de validação no mercado privado antes de abrirem capital.
Leia também: A SK Hynix, fabricante de chips, planeja levantar US$ 29 bi por meio de recibos na Nasdaq
A executiva destacou ainda a mudança de perfil das companhias que compõem o Nasdaq 100.
“Naquela época, a capitalização média de mercado era de cerca de US$ 10 bilhões (R$ 51,10 bilhões). Hoje, ela está mais próxima de US$ 70 bilhões (R$ 357,70 bilhões) ou US$ 80 bilhões (R$ 408,80 bilhões). Atualmente, uma empresa precisa ter algo em torno de US$ 40 bilhões (R$ 204,40 bilhões) para entrar no índice”, afirmou.
Segundo Friedman, os investidores continuam interessados na economia da inovação. Ela destacou que o Nasdaq 100 recebeu US$ 51 bilhões (R$ 260,61 bilhões) em entradas líquidas no trimestre, o maior volume já registrado.
Apesar do cenário favorável, a CEO ponderou que os ciclos econômicos continuarão existindo e que fatores como inflação e preços do petróleo exigem monitoramento constante por parte dos investidores.
Leia também: “Sete Magníficas” dão lugar às “FAB 10” após estreia da Space X na Nasdaq
Ela destacou, no entanto, que a economia americana continua apresentando fundamentos sólidos, com crescimento consistente do PIB, expansão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, fortalecimento do mercado de trabalho e confiança dos consumidores.
Friedman também destacou a transformação pela qual a Nasdaq passou nos últimos anos. Segundo ela, a empresa ultrapassou a marca de US$ 5 bilhões (R$ 25,55 bilhões) em receita anual e hoje possui um modelo de negócios muito mais diversificado do que no passado.
A executiva explicou que as operações diretamente ligadas aos mercados, como negociações e listagens, representam cerca de 23% da receita, enquanto a maior parte do faturamento vem das áreas de tecnologia, índices, dados, análises e soluções voltadas ao sistema financeiro.
“Continuamos adorando nossos mercados, que seguem sendo uma base importante para nós. Mas hoje estamos no centro de todo o ecossistema financeiro. Podemos fornecer tecnologia, dados, análises e mercados. É um momento realmente muito divertido para ser sincera”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
iPhone 18 Pro: quanto vai custar o novo celular da Apple?
2
Dell aposta em notebooks gamer extremos com novos Alienware
3
Sócios da Naskar são presos por fraudes de R$ 900 milhões contra investidores
4
SpaceX adia novamente lançamento do foguete Starship
5
EUA confirmam tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros por “trabalho forçado”