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CNBCDow Jones cai mais de 570 pontos com a disparada do petróleo e Trump ameaçando outro ataque ao Irã

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Ouro cai mesmo em meio à crise entre EUA e Irã com mercado focado no cenário de juros

Publicado 08/07/2026 • 15:23 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Tensões no Oriente Médio impulsionam o petróleo e aumentam as expectativas de inflação, pressionando os metais preciosos.
  • Mercado amplia apostas de política monetária mais restritiva nos Estados Unidos após declarações de Donald Trump.
  • Mesmo com revisão nas projeções para o ouro, analistas ainda veem espaço para novas máximas após o fim do aperto monetário.

O mercado de metais preciosos registrou forte queda nesta quarta-feira (8), em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à expectativa de que a alta do petróleo prolongue o ciclo de juros elevados nos Estados Unidos. O movimento levou o ouro a devolver parte dos ganhos recentes, enquanto investidores reforçaram apostas em uma postura mais rígida do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para agosto caiu 1,80%, encerrando o dia cotado a US$ 4.082,40 (R$ 21.268,10) por onça-troy. A prata para setembro recuou 4,55%, para US$ 58,54 (R$ 304,41) por onça-troy.

Petróleo muda o humor do mercado

A pressão sobre os metais ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que o acordo provisório com o Irã chegou ao fim e afirmar, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que considera realizar um grande ataque contra o país ainda nesta quarta-feira.

As declarações elevaram as preocupações com uma possível interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, depois que Teerã voltou a ameaçar bloquear a passagem e retaliar ofensivas militares.

Com o petróleo em alta, investidores passaram a precificar um cenário de inflação mais persistente, reduzindo as expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos.

Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, cresceram as apostas de manutenção de uma política monetária mais restritiva na reunião de setembro do Fed.

Bancos revisam projeções

O Bank of America avalia que a combinação entre juros elevados e fortalecimento do dólar tende a limitar o desempenho dos metais preciosos no curto prazo.

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Diante desse cenário, a instituição reduziu em 14% sua projeção para o preço médio do ouro em 2026, passando a estimar a cotação em US$ 4.360 (R$ 22.720) por onça-troy.

Apesar da revisão, o banco continua projetando que o metal poderá atingir US$ 5.000 (R$ 26.055) por onça-troy após o encerramento do atual ciclo de aperto monetário. Para 2027, a expectativa foi fixada em US$ 4.813 (R$ 25.080), caso os aumentos de juros sejam interrompidos.

Ainda nesta quarta-feira, o mercado acompanha a divulgação da ata da reunião de junho do Fed, em busca de novos sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

China amplia reservas

Enquanto investidores monitoram o cenário geopolítico, a demanda oficial por ouro continua em alta.

De acordo com o Société Générale, o Banco Popular da China (PBoC) ampliou suas reservas do metal pelo 20º mês consecutivo em junho, registrando a maior compra mensal desde outubro de 2023.

Na avaliação do banco francês, a autoridade monetária chinesa aproveitou o recuo recente dos preços para acelerar a diversificação de suas reservas internacionais, reduzindo a dependência de ativos denominados em dólares.

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