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Ouro encerra o dia em alta após retomada das negociações entre EUA, Irã, Israel e Líbano

Publicado 02/06/2026 • 16:36 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os contratos futuros do ouro fecharam em alta, com o metal sendo sustentado por incertezas sobre negociações entre EUA e Irã e tensões persistentes no Oriente Médio, apesar de sinais contraditórios sobre possíveis avanços diplomáticos.
  • Um relatório do Banco Central Europeu indica que o ouro passou a representar 27% das reservas cambiais globais em 2025, superando os Treasuries dos EUA (22%), impulsionado principalmente pela valorização do metal.
  • Analistas destacam que o ouro segue entre dois fatores: a demanda por proteção em meio a conflitos, e a pressão negativa vinda de juros mais altos, dólar forte e expectativas de política monetária mais restritiva, o que pode limitar novas altas sustentadas.

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Barras de ouro

Os contratos futuros do ouro encerraram a sessão desta terça-feira (2) em alta, apesar de relatos divergentes sobre a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato futuro de ouro para agosto encerrou em alta de 0,30%, a US$ 4.519,9 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,40%, a US$ 75,556 por onça-troy.

O cenário de incerteza permanece, enquanto Israel e Líbano voltam a dialogar, embora ainda ocorram ataques entre ambas as partes.

Um relatório do Banco Central Europeu (BCE) apontou que a participação do ouro nas reservas cambiais de bancos centrais aumentou para 27% em 2025, ultrapassando os Treasuries dos EUA, que tinham 22% de participação. Segundo o documento, a mudança reflete a valorização dos preços do ouro, “o que aumenta mecanicamente a participação do ouro nas reservas cambiais oficiais totais”.

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Enquanto o presidente republicano, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmaram que os acordos com o país persa estavam progredindo, a agência iraniana Fars informou que não houve qualquer diálogo entre as duas nações. A agência Mehr, por sua vez, afirmou que o governo do país ainda está analisando a versão final do memorando. Já as negociações entre Israel e Líbano foram retomadas, ainda que alguns relatos afirmem que o Hezbollah não aceitará um cessar-fogo parcial.

Para o TD Securities, os metais preciosos continuam oscilando de acordo com as notícias sobre o Oriente Médio, com a perspectiva de queda do ouro para a faixa de US$ 4.000 a US$ 4.200 caso o petróleo retome o patamar de US$ 100. Além disso, a consultoria destaca que revisou para baixo as projeções para os preços do metal para os próximos dois trimestres, levando em conta as maiores expectativas de inflação que elevaram os rendimentos dos Treasuries e mantiveram o dólar firme, levando os mercados a precificar uma alta nos juros ainda em 2026.

Já de acordo com o Forex.com, o ouro parece estar entre duas narrativas distintas: enquanto as incertezas geopolíticas sustentam a demanda por ativos de segurança, a inflação e expectativas de alta de juros limitam o espaço para uma alta sustentada.

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