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Ouro fecha em queda após dados de inflação dos EUA e tensões geopolíticas
Publicado 15/07/2026 • 16:23 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 16:23 | Atualizado há 3 meses
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Ouro
O ouro encerrou o pregão desta quarta-feira (15) em queda, em uma sessão marcada pela avaliação dois investidores sobre a continuidade das tensões no Oriente Médio e pelos novos dados econômicos dos Estados Unidos, que apontaram redução das pressões inflacionárias. O movimento ocorreu após o metal registrar valorização na sessão anterior.
O contrato do ouro para agosto, negociado na Nymex, recuou 0,44% e terminou o dia cotado a US$ 4.051,80 por onça-troy. A prata para setembro também fechou em baixa, com queda de 2,83%, a US$ 57,433 por onça-troy.
Leia mais: Bolsas da Europa encerram sessão com predominância de perdas após tensões no Oriente Médio
O ouro permaneceu em território negativo durante praticamente todo o pregão, em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA continuariam ampliando os ataques contra o Irã nos dias seguintes, com possíveis novos alvos que incluiriam instalações de eletricidade do país.
Apesar do cenário geopolítico, as perdas do metal foram parcialmente limitadas após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. O indicador apresentou queda anual superior à esperada e recuou no mês em linha com as projeções do mercado, reforçando a percepção de menor pressão inflacionária na economia americana.
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Siga o Times | CNBCA Capital Economics avaliou que os dados mais fracos da inflação concedem ao Federal Reserve (Fed) mais tempo para analisar o cenário antes de tomar decisões relacionadas a um possível aperto monetário. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os indicadores PPI e CPI, este último divulgado na terça-feira (14), são dados “imperfeitos” para avaliação das condições econômicas.
Para a Nomand, o alívio gerado pelos dados de inflação tende a ser temporário. A análise destacou que a intensificações das tensões no Oriente Médio e uma possível retomada da alta do petróleo podem voltar a pressionar os custos, com impactos potenciais sobre os próximos indicadores de preços ao produtor e sobre a postura do Fed diante do risco de repasse para inflação ao consumidor.
Nas perspectivas para o metal, o banco ANZ avaliou que o ouro pode recuar para próximo de US$ 3.500 por onça-troy caso permaneçam elevadas as expectativas de aperto monetário pelo Fed. Segundo a instituição, o mercado deve continuar pressionado até que preços mais baixos estimulem novamente os fluxos de investimento de investidores de varejo e institucionais, além da recuperação da demanda por joias.
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