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Preço do ouro e da prata caem em dia de Payroll e aumento de tensões no Oriente Médio

Publicado 05/06/2026 • 15:51 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • O preço dos metais preciosos foram pressionados pelo avanço do dólar e dos juros dos Treasuries.
  • O Irã voltou a ameaçar expandir o conflito para outras frentes, caso um acordo com os EUA não seja firmado.
  • O Payroll, relatório de empregos nos EUA, que apontou a criação de 172 mil postos de trabalho criados em maio, também pressionou os preços.
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Foto: Canva

Os preços dos metais preciosos despencaram nesta sexta-feira (5), com o ouro recuando para a faixa dos US$ 4.300 por onça-troy e a prata voltando a ser negociada abaixo dos US$ 70. O movimento foi impulsionado pela valorização do dólar e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em meio a expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve (Fed) e ao aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

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Na Comex, braço de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para agosto fechou em baixa de 3,1%, cotado a US$ 4.365,30 por onça-troy, acumulando perda semanal de 5%. Já a prata para julho caiu 6,6%, encerrando o dia a US$ 69,103 por onça-troy, com desvalorização de 9% na semana.

As perdas se intensificaram ao longo da sessão e ganharam força no fim do pregão, levando o ouro ao menor patamar desde dezembro de 2025. O cenário foi agravado após novas declarações de autoridades iranianas, que afirmaram que as negociações com os Estados Unidos seguem em estágio inicial e advertiram sobre a possibilidade de ampliação do conflito regional caso não haja avanços diplomáticos. A escalada das tensões favoreceu a moeda americana, reduzindo a atratividade dos metais preciosos.

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Outro fator de pressão veio do relatório de emprego dos Estados Unidos. O Payroll mostrou a criação de 172 mil vagas em maio, resultado bem acima da expectativa de 85 mil postos. O dado reforçou a percepção de resiliência do mercado de trabalho americano e alimentou apostas de que o Fed poderá manter os juros elevados por mais tempo.

Analistas do TD Securities avaliam que os números aumentam a probabilidade de uma elevação das taxas de juros no início de 2027. Já as projeções monitoradas pelo CME Group indicam que o mercado passou a considerar maior chance de um aperto monetário ainda neste ano.

Para a Capital Economics, o banco central americano pode adotar aumentos preventivos nos juros até o fim de 2026 caso a atividade econômica e o emprego continuem mostrando força. A consultoria, porém, acredita que qualquer mudança na política monetária dificilmente ocorrerá antes de setembro.

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