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Ouro recua 0,44% na Comex com petróleo e Treasuries em alta
Publicado 15/09/2026 • 15:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/09/2026 • 15:46 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O ouro fechou a terça-feira (15), em queda na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), ampliando a perda da sessão anterior. O contrato para dezembro recuou 0,44%, a US$ 4.332,8 por onça-troy. A prata para o mesmo mês também caiu 0,44%, para US$ 63,85 por onça-troy.
A pressão sobre o ouro veio principalmente da alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. O avanço do petróleo reforça as expectativas de uma política monetária mais rígida para conter a inflação. Com a perspectiva de juros mais elevados, os rendimentos dos títulos públicos tendem a subir, o que reduz a atratividade do ouro, que não oferece rendimento.
Esse cenário será confrontado na quarta-feira (16), com a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a política monetária. Em análise atribuída ao Commerzbank, a renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e ampliou as expectativas em relação às taxas de juros de forma mais abrangente, não apenas nos Estados Unidos. Para o banco, é relativamente surpreendente que o ouro não tenha sofrido uma pressão maior diante desse ambiente.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do Commerzbank, dois fatores ajudam a explicar a resistência do metal. Um deles são as preocupações fiscais persistentes, associadas a rendimentos substancialmente mais altos dos Treasuries de longo prazo. O outro é o aumento recente dos riscos políticos nos Estados Unidos. Ainda assim, a combinação de petróleo mais caro e rendimentos mais elevados dos títulos vem pesando sobre o ouro.
O banco também afirma que há muito tempo alerta para o risco de a independência do Fed ser ameaçada por uma forte pressão política da Casa Branca. Segundo o Commerzbank, o choque entre o mandato de política monetária do banco central e os interesses da administração americana, especificamente do presidente Donald Trump, ficaria evidente caso as medidas necessárias para cumprir esse mandato contrariassem os desejos do governo.
Antes da eclosão do conflito com o Irã, essa divergência não se apresentava da mesma forma, uma vez que o Fed avançava na direção de cortes de juros, movimento alinhado aos interesses de Trump. Com a persistência da inflação, porém, o banco avalia que o Fed passou a enfrentar pressão crescente para elevar as taxas, enquanto Trump teria ameaçado tomar medidas extremas caso os juros não fossem reduzidos.
Para o Commerzbank, essa mudança tornou quase inevitável um confronto entre Trump e o Fed. O banco afirma ainda que os mercados financeiros parecem incorporar cada vez mais esse risco em suas avaliações.
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