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Ouro sobe 1% após PCE abaixo do esperado e queda do dólar

Publicado 25/06/2026 • 15:07 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O ouro fechou em alta de 1%, chegando a US$ 4.047,60 por onça-troy, favorecido pelo enfraquecimento do dólar após o índice de inflação PCE dos Estados Unidos ficar abaixo das expectativas.
  • O cenário econômico e as expectativas sobre o Fed continuam influenciando os metais, com analistas avaliando que a alta pode ser temporária e que o ouro ainda pode sofrer novas quedas nos próximos meses.
  • As tensões no Oriente Médio seguem como fator de atenção, especialmente as negociações entre Estados Unidos e Irã, aumentando a busca por ativos considerados seguros, como ouro e prata.

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O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (25) em alta, impulsionado pelo enfraquecimento do dólar após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos (PCE), que ficou abaixo das expectativas do mercado.

Além do movimento cambial, os investidores mantiveram a atenção sobre os avanços nas negociações envolvendo o Oriente Médio, cenário que continua a influenciar o comportamento dos metais preciosos.

Na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange, o ouro com vencimento em agosto registrou valorização de 1% e encerrou a sessão cotado a US$ 4.047,60 por onça-troy. A prata com vencimento em julho também fechou em alta, com avanço de 0,47%, aos US$ 58,361 por onça-troy.

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Durante o pregão, o ouro chegou a operar próximo das mínimas, na faixa de US$ 3.900 por onça-troy. Em seguida, o metal recuperou força e voltou a ser negociado próximo do nível de US$ 4 mil.

Segundo análise do TD Securities, os metais preciosos foram beneficiados pelo aumento do apetite por risco após a divulgação do PCE. No entanto, o banco avaliou que a recuperação recente dos preços pode não permanecer por um período prolongado.

A instituição também afirmou que as perspectivas para o Federal Reserve (Fed) permaneceram praticamente inalteradas. Embora o PCE tenha apresentado resultado inferior ao esperado, o indicador ainda está distante da meta de inflação dos Estados Unidos.

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A Capital Economics avaliou que o ouro ainda não encontrou um piso de preço e projetou uma possível queda adicional do metal nos próximos 18 meses. A consultoria destacou que a alta registrada nesta quinta-feira também recebeu apoio da desvalorização do dólar, que apresentou leve queda durante a sessão.

Apesar da retração pontual da moeda americana, a Capital Economics espera que o dólar preserve a tendência de valorização observada nos últimos dias do segundo semestre de 2026.

No cenário geopolítico, o mercado continua atento às negociações entre Estados Unidos e Irã. Existem relatos divergentes sobre o andamento das conversas. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo The Wall Street Journal, o governo iraniano teria sugerido a criação de uma cobrança de pedágio para o Estreito de Ormuz.

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As incertezas relacionadas às negociações e ao cenário do Oriente Médio permanecem entre os principais fatores monitorados pelos investidores de metais preciosos.

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