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SEC faz acusação contra empresa de futuro chefe do Departamento de Comércio dos EUA
Publicado 12/12/2024 • 22:38 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 12/12/2024 • 22:38 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Howard Lutnick em 2024
Tim Green - Nothing Left Unsaid
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) acusou nesta quinta-feira (12) a empresa global de serviços financeiros Cantor Fitzgerald de violar leis relacionadas a divulgações regulatórias de empresas chamadas blank-check — companhias criadas exclusivamente para levantar dinheiro por meio de ofertas públicas iniciais (IPOs) e, posteriormente, fundirem-se com outras empresas operacionais — antes de captarem dinheiro do público.
O presidente e CEO da Cantor, Howard Lutnick, foi recentemente indicado pelo presidente eleito Donald Trump para liderar o Departamento de Comércio.
A Cantor vai pagar uma multa de US$ 6,75 milhões e se compromete a não violar as leis de valores mobiliários relacionadas ao caso.
A empresa não admitiu nem negou as acusações, que estão relacionadas a regras antifraude.
O documento divulgado pela SEC na quinta-feira apontou que a Cantor fez com que duas empresas blank-check, também conhecidas como SPACs, negassem falsamente em documentos regulatórios terem tido contato ou discussões substanciais com possíveis alvos de fusão antes das ofertas públicas iniciais (IPOs) dessas SPACs.
O que são SPACs?
As SPACs são empresas de fachada que não possuem operações comerciais antes de uma possível fusão com outra empresa que tenha operações.
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Siga o Times | CNBCAs duas SPACs controladas por uma equipe de executivos da Cantor arrecadaram US$ 750 milhões de investidores em IPOs antes de se fundirem com duas empresas:
A SEC afirmou que a equipe de executivos da Cantor e funcionários de subsidiárias da Cantor procuraram empresas em potencial para as duas SPACs se fundirem e tiveram “discussões substanciais” com esses possíveis alvos antes do registro das SPACs e do início de seus IPOs.
“A Cantor Fitzgerald enganou os investidores sobre uma consideração crítica de investimento ao declarar repetidamente em documentos públicos que não havia identificado ou contatado nenhum alvo potencial de fusão, apesar de ter tido discussões substanciais com várias empresas privadas sobre uma fusão potencial, incluindo as empresas com as quais suas SPACs eventualmente se fundiram”, disse Sanjay Wadhwa, diretor interino da Divisão de Fiscalização da SEC, na quinta-feira.
A porta-voz da Cantor, Erica Chase, afirmou por e-mail à CNBC: “Nenhum investidor foi prejudicado pelas supostas questões descritas no documento”.
“Estamos satisfeitos por termos concluído este assunto por acordo mútuo com a SEC”, disse Chase.
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