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Como investir em títulos públicos federais? Entenda
Publicado 07/09/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 07/09/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
Investir em títulos públicos federais é uma das formas de aplicar dinheiro em renda fixa. Por meio do Tesouro Direto, pessoas físicas podem comprar títulos emitidos pelo Governo Federal e acompanhar as aplicações pela internet.
O investimento é feito diretamente pelo investidor no sistema do Tesouro Direto, com a instituição financeira atuando como agente de custódia e intermediando o acesso ao programa, conforme a Caixa Federal ensina.
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Os títulos públicos possuem diferentes formas de remuneração e podem atender a objetivos de curto, médio ou longo prazo.
No Tesouro Prefixado, a taxa de rentabilidade é conhecida no momento da compra, desde que o investidor mantenha o título até o vencimento. Há também a modalidade com juros semestrais, que realiza pagamentos periódicos ao longo da aplicação.
Já os títulos pós-fixados acompanham indicadores da economia. O Tesouro Selic, por exemplo, tem sua rentabilidade vinculada à taxa básica de juros. O Tesouro IPCA+ combina a variação da inflação medida pelo IPCA com uma taxa de juros definida na compra, sendo uma alternativa para objetivos de prazo mais longo.
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A compra pode ser feita em frações de títulos, a partir de 1% do valor de um título, o que permite começar com valores menores.
Existe ainda um limite mensal de R$ 2 milhões por pessoa para as compras no Tesouro Direto. O teto considera o conjunto de títulos adquiridos durante o mês, e não cada investimento individualmente.
Sim. O investidor pode solicitar o resgate antecipado, mas o valor recebido dependerá do preço de mercado do título no momento da venda.
Isso é especialmente importante nos títulos prefixados e atrelados à inflação, que podem sofrer oscilações de preço antes do vencimento. Por isso, vender antecipadamente pode resultar em um valor diferente daquele projetado na compra.
As negociações ocorrem pela plataforma do Tesouro Direto e podem ser realizadas nos dias úteis durante o horário de funcionamento do sistema.
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Siga o Times | CNBCOs investimentos estão sujeitos à taxa de custódia da B3, atualmente de 0,20% ao ano sobre o valor dos títulos, conforme as regras do Tesouro Direto.
No caso do Tesouro Selic, existe isenção dessa taxa para os primeiros R$ 10 mil mantidos por pessoa física. Sobre o que exceder esse limite, a cobrança incide normalmente.
Também é importante verificar se a instituição financeira utilizada para investir cobra alguma tarifa adicional.
O rendimento dos títulos públicos está sujeito ao Imposto de Renda, cobrado de forma regressiva conforme o tempo que o dinheiro permanece aplicado.
A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e diminui gradualmente até chegar a 15% para investimentos mantidos por mais de 720 dias.
O IOF também pode incidir sobre os rendimentos quando o resgate ocorre nos primeiros 29 dias. A partir do 30º dia, não há cobrança desse imposto.
Embora sejam considerados investimentos de renda fixa, os títulos públicos não são livres de risco. Existe o chamado risco soberano, relacionado à capacidade do governo de cumprir suas obrigações.
Também há riscos de mercado e liquidez. Um título vendido antes do vencimento pode apresentar variação de preço, fazendo com que o investidor receba mais ou menos do que esperava.
Para comprar títulos, é necessário ter cadastro no Tesouro Direto e uma conta em uma instituição financeira habilitada. O acesso pode ser feito pela própria plataforma do Tesouro Direto ou pelo banco ou corretora que oferece o serviço.
Depois do cadastro, o investidor escolhe o título, informa o valor que deseja aplicar e realiza a compra. Antes de investir, é importante considerar o prazo do objetivo financeiro, a possibilidade de precisar do dinheiro antes do vencimento e o tipo de rentabilidade mais adequado para cada situação.
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