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Investimentos para filhos: quanto guardar por mês para criar uma reserva até os 18 anos

Publicado 09/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Antes de pensar apenas em faculdade ou patrimônio, o ideal é organizar as finanças.
  • A recomendação é revisar os investimentos periodicamente e adaptar a estratégia conforme as necessidades mudarem.
  • A recomendação é evitar comprometer o orçamento familiar com aplicações de longo prazo .
Bebe

Foto: Pexels

Investimentos para filhos: quanto guardar por mês para criar uma reserva até os 18 anos

A chegada de um bebê costuma mudar a rotina da família e também a forma como os pais lidam com dinheiro. Com despesas maiores e preocupações de longo prazo, cresce a busca por investimentos capazes de garantir mais segurança para o futuro da criança.

De acordo com um artigo publicado pelo The Wall Street Journal, antes de pensar apenas em faculdade ou patrimônio, o ideal é organizar as finanças da casa e definir prioridades de investimento desde os primeiros anos de vida do filho.

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Organização financeira antes de investimentos

O primeiro passo é avaliar a situação financeira da família. Ter reserva de emergência, controlar dívidas com juros altos e manter a aposentadoria dos pais em dia continuam sendo prioridades mesmo após o nascimento da criança.

A recomendação é evitar comprometer o orçamento familiar com aplicações de longo prazo enquanto existem pendências financeiras mais urgentes.

Isso porque dificuldades financeiras dos pais podem acabar afetando diretamente a estabilidade da criança no futuro. Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset Bank Management, antes de construir patrimônio para os filhos, os pais precisam garantir uma estrutura financeira própria.

“O dinheiro destinado ao filho não deve substituir a segurança financeira da família. Antes de construir patrimônio para a criança, os responsáveis precisam garantir uma estrutura mínima própria, porque uma família financeiramente fragilizada pode acabar precisando resgatar esse investimento antes do prazo.”

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Também é importante revisar gastos mensais e criar uma nova divisão do orçamento doméstico, considerando despesas como fraldas, alimentação, saúde e educação.

Quanto investir por mês para o futuro de um filho?

Uma das principais dúvidas dos pais é quanto reservar mensalmente para criar uma segurança financeira para a criança. Segundo especialistas, não existe um valor único, já que a estratégia depende da renda da família, dos objetivos e do padrão de vida desejado para o filho no futuro. Para Assis, o mais importante é começar cedo e transformar o investimento em um compromisso recorrente.

“Não existe um valor único que sirva para todas as famílias; o maior aliado nesse processo é o tempo, porque os juros compostos permitem que pequenos aportes mensais se transformem em valores relevantes no longo prazo.”

O especialista explica que o tempo é um dos maiores aliados nesse planejamento. Considerando uma família que começa no nascimento da criança e investe durante 18 anos, aportes mensais podem gerar valores relevantes no longo prazo.

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Um investimento de R$ 300 por mês, aplicado em uma carteira conservadora com retorno médio próximo de 10% ao ano, poderia gerar algo próximo de R$ 200 mil ao final do período. Com R$ 500 mensais, o patrimônio poderia superar R$ 330 mil, e com R$ 1.000 por mês, ultrapassar R$ 650 mil, considerando uma rentabilidade constante.

“O mais importante é entender que o planejamento não deve depender de sobras no orçamento. O ideal é criar uma estratégia automática desde o nascimento, porque o impacto de começar no primeiro ano de vida é muito superior ao de tentar compensar aportes maiores quando o filho já está próximo da fase adulta.”

Investimentos na educação

Entre os investimentos mais procurados por famílias está a formação de uma reserva voltada para os estudos da criança.

Aplicações de longo prazo podem ajudar a reduzir o impacto de mensalidades escolares e universitárias no futuro.

Planos de previdência infantil, Tesouro Direto e fundos de investimento aparecem entre as alternativas mais utilizadas para esse objetivo. O foco costuma ser em aplicações com potencial de crescimento ao longo de muitos anos.

Quanto mais cedo os aportes começam, menor tende a ser o esforço financeiro mensal da família. Um valor aplicado regularmente durante a infância pode ganhar força com os juros compostos ao longo do tempo.

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Alguns pais optam por abrir investimentos diretamente no nome da criança como forma de criar patrimônio desde cedo. A estratégia pode ajudar em metas futuras, como compra de imóvel, intercâmbio ou apoio financeiro no início da vida adulta.

Mesmo assim, esse tipo de planejamento exige cautela. Em muitos casos, o jovem passa a ter controle total do dinheiro ao atingir a maioridade, o que pode gerar preocupação entre os pais, dependendo da maturidade financeira do filho.

Por isso, parte das famílias prefere manter os investimentos no próprio nome e fazer a transferência apenas quando considerar o momento adequado.

Quanto custa criar um filho até os 18 anos?

O planejamento financeiro também passa pela compreensão dos custos envolvidos na criação de uma criança. Segundo Gustavo Assis, o valor acumulado pode variar conforme o padrão de vida da família, mas pode se aproximar de R$ 1 milhão ao longo de 18 anos.

Ele explica que despesas com educação, alimentação, saúde, roupas, transporte, lazer e tecnologia representam grande parte desse valor.

“Considerando, por exemplo, um gasto médio de R$ 1.500 por mês com educação, o equivalente a R$ 324 mil em 18 anos, cerca de R$ 1.000 mensais com alimentação, que representam outros R$ 216 mil, além de despesas com saúde, roupas, transporte, lazer, tecnologia e outros custos do dia a dia, a soma acumulada pode alcançar essa faixa.”

Diversificação ajuda a equilibrar segurança

Consultores financeiros recomendam que os pais não concentrem todos os recursos em apenas um tipo de aplicação. A combinação entre investimentos mais conservadores e alternativas voltadas ao crescimento patrimonial costuma ser a estratégia mais indicada para objetivos de longo prazo.

Aplicações de renda fixa podem ajudar na proteção do patrimônio e na previsibilidade financeira. Já investimentos ligados ao mercado de ações tendem a oferecer maior potencial de valorização ao longo de décadas, apesar das oscilações. A escolha depende do perfil da família, da renda disponível e dos objetivos definidos para a criança.

Qual patrimônio deixar para um filho aos 18 anos?

Muitos pais buscam criar uma base financeira que ajude o filho a iniciar a vida adulta com mais oportunidades. Segundo Assis, um patrimônio entre R$ 200 mil e R$ 500 mil aos 18 anos pode representar uma vantagem importante para objetivos como educação, compra de imóvel ou início de um negócio.

“Esse valor pode representar uma diferença significativa na trajetória do jovem, seja permitindo uma formação acadêmica mais completa, reduzindo a necessidade de financiamento estudantil, ajudando na entrada de um imóvel ou funcionando como capital inicial para um negócio.”

O especialista destaca que o objetivo não deve ser apenas entregar dinheiro, mas criar autonomia financeira.

“Mais do que entregar dinheiro, o objetivo desse planejamento deve ser criar autonomia. Um patrimônio bem estruturado aos 18 anos pode permitir que o jovem tome decisões melhores, tenha mais liberdade para escolher uma carreira, empreender ou investir em sua própria formação, sem começar a vida adulta pressionado exclusivamente pela necessidade financeira.”

Planejamento deve acompanhar as fases da família

O planejamento financeiro para os filhos não precisa ser rígido. As prioridades mudam conforme a criança cresce e a realidade financeira da família também se transforma.

Nos primeiros anos, muitas famílias focam em criar reserva de emergência e estabilidade. Mais tarde, o objetivo pode migrar para educação, viagens, moradia ou independência financeira do filho.

Leia mais:

A recomendação é revisar os investimentos periodicamente e adaptar a estratégia conforme as necessidades mudarem. O mais importante, segundo planejadores financeiros, é começar cedo e manter constância nos aportes ao longo do tempo.

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