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Argentina alerta contra protecionismo na implementação do acordo Mercosul–UE
Publicado 17/01/2026 • 15:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/01/2026 • 15:04 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente da Argentina, Javier Milei
Durante a cerimônia de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, realizada neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que o mesmo “espírito” de negociação que marcou a conclusão do tratado precisa ser preservado na fase de implementação.
Em seu discurso, Milei alertou para o risco de que mecanismos restritivos acabem esvaziando os efeitos econômicos do acordo. “A incorporação dos mecanismos que restrinjam o acesso [a mercados], como cotas e salvaguardas ou medidas de efeito equivalente, reduzirá significantemente o impacto econômico do acordo e atentará contra o objetivo essencial”, disse.
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Segundo ele, o avanço do protecionismo, sustentado por discursos em vez de resultados concretos, tem contribuído para a estagnação econômica e o aumento da pobreza.
Para o presidente argentino, o tratado não deve ser visto como um ponto final, mas como o início de um processo mais amplo de integração. “Temos que ir além e avançar em acordos mais dinâmicos”, afirmou.
Milei também agradeceu o apoio da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, durante as negociações com os europeus. “Seu compromisso e apoio foram determinantes para que o acordo pudesse se concretizar hoje”.
Ao abordar o cenário regional, o presidente argentino citou a situação da Venezuela como exemplo dos efeitos do isolamento econômico. “A situação que atravessa a Venezuela mostra essa realidade [de isolamento e crescimento da pobreza]. Por essa razão, valorizamos a decisão e determinação demonstrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por todo seu governo”, declarou, ao mencionar a prisão de Nicolás Maduro e classificá-lo como “ditador” e “terrorista”.
Na sequência, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, destacou o potencial econômico do acordo para empresas e cidadãos dos dois blocos. Segundo ele, o tratado gera “enormes” oportunidades e sinaliza um compromisso com regras internacionais. “Com esse acordo mandamos uma mensagem clara ao mundo: uma mensagem de defesa do livre comércio embasado em regras. Do multilateralismo do direito internacional como base das relações entre países e regiões”, afirmou.
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Costa acrescentou que o acordo representa uma escolha pela abertura, pelo intercâmbio e pela cooperação, em contraposição ao isolamento e ao uso do comércio como instrumento de pressão política. O dirigente europeu disse que não vê o acordo como gerador de dependências, mas como um meio de fortalecer redes de comércio, regras comuns e confiança entre os países.
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