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Por que o conflito EUA-Irã coloca em risco 20% do petróleo mundial?
Publicado 28/02/2026 • 12:59 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 28/02/2026 • 12:59 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A manhã deste sábado (28) iniciou com os conflitos entre Estados Unidos e Irã, caminhando para outro nível a relação entre os países. Os EUA e Irã já viviam momentos de tensão desde quando o presidente americano, Donald Trump, ordenou o envio de tropas e embarcações para áreas próximas ao país iraniano.
O principal embate entre os países envolve a produção de armas nucleares, que, na visão dos Estados Unidos, é um tema de extremo perigo quando relacionado ao Irã. Trump entende que o país do Oriente Médio nunca poderá ter armas de destruição em massa, já que, na visão do republicano, o armamento representa um risco real aos Estados Unidos e seus aliados.
Em contrapartida, o lado iraniano entende que isso é uma grave quebra de soberania, já que eles também possuem o direito de fabricar e incluir em seu arsenal armas nucleares. Entretanto, os países chegaram a se encontrar em uma reunião em Genebra, na Suíça, para realizar um possível acordo, o que não aconteceu.
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Apesar de não estar ligado diretamente à guerra, os conflitos entre os dois países colocam o Brasil e outras nações do mundo em alerta. Isso porque o Estreito de Ormuz, um corredor estreito e profundo entre o Irã, Omã e os Emirados Árabes Unidos, é o responsável por transportar diariamente uma enorme quantidade de petróleo e gás natural líquido.
Segundo informações da Agência Brasil, cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo bruto são produzidos por dia, o equivalente a aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente. O local também é responsável pela entrega do material entre países da Ásia, Europa e América.
Além do petróleo, outros produtos importantes na produção mundial também dependem da passagem de Ormuz, entre eles:
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Siga o Times | CNBCCaso o Estreito de Ormuz seja bloqueado por um período prolongado, isso teria efeitos imediatos sobre os preços do petróleo e também sobre o abastecimento global do produto, que, após o processo, é utilizado na maioria das vezes como combustível.
Um dos principais temores entre os países é que a interrupção do fluxo do petróleo comercializado leve a uma alta significativa no valor do barril, o que aumentaria a escassez do produto, além de elevar consideravelmente os preços em meio a uma demanda global gigantesca.
Estimativas da Reuters sugerem que, se o Estreito de Ormuz de fato for comprometido, o preço do barril poderia ultrapassar os US$ 80, ou até mesmo chegar a níveis ainda mais elevados em cenários mais extremos.
Esse tipo de aumento nos preços não impacta apenas a economia global em geral, mas também pode refletir diretamente no custo de combustíveis e na inflação de diversos países, inclusive os grandes produtores de energia.
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Apesar do início dos novos conflitos, os impactos dos bombardeios devem afetar diretamente o preço dos produtos citados. Além disso, é esperado que o embate entre Estados Unidos e Irã reflita em outros países, como Israel, que realizou o bombardeio com as tropas americanas. O presidente Donald Trump confirmou que os ataques realizados neste sábado cumprem com a promessa do republicano de não permitir a fabricação iraniana e garantir a segurança dos americanos.
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