Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Israel sem maioria: partidos árabes viram fiéis da balança na formação do próximo governo
Publicado 30/10/2026 • 07:31 | Atualizado há 1 dia
Petroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços
Binance: por que o bitcoin resistiu melhor ao maior ataque hacker da história?
Ataque à Binance: Investigadores travam “jogo de gato e rato” para recuperar US$ 6,3 bilhões em fundos roubados
Binance: o que sabemos sobre ataque hacker e quais devem ser os próximos passos
Chevron e Exxon veem lucros aumentarem na casa dos 200% com a disparada dos preços do diesel em meio a guerras
Publicado 30/10/2026 • 07:31 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Flickr
Os partidos árabes podem ser decisivos para a formação do próximo governo de Israel após as eleições parlamentares deixarem os dois principais blocos políticos sem maioria. Juntas, a Lista Conjunta e a legenda Raam conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense, e passaram a ter peso nas negociações para a escolha do próximo primeiro-ministro.
A coalizão de direita e extrema direita liderada por Benjamin Netanyahu obteve 53 cadeiras, enquanto o bloco de oposição, comandado por Gadi Eisenkot, ficou com 48. Para formar um governo com maioria parlamentar, são necessários pelo menos 61 deputados.
Os resultados da contagem, divulgados na madrugada desta sexta-feira (30), confirmaram o impasse político. Embora o Likud, partido de Netanyahu, tenha sido o mais votado, com 27 cadeiras, nenhum dos dois principais blocos reuniu apoio suficiente para governar sozinho.
Leia também: Netanyahu acusa partidos árabes de fraude em eleições israelenses ainda indefinidas
O desempenho dos partidos árabes foi um dos destaques das eleições. A Lista Conjunta conquistou 11 cadeiras e o Raam, oito, somando 19 deputados no Knesset. Na legislatura anterior, as duas forças políticas tinham dez assentos.
Com o resultado, Netanyahu precisa conquistar o apoio de pelo menos oito parlamentares além dos 53 que integram seu bloco. Já a oposição liderada por Eisenkot necessita de outros 13 para alcançar a maioria de 61 cadeiras.
Uma aliança entre a oposição e os partidos árabes reuniria 67 deputados, número suficiente para formar maioria. A possibilidade, porém, enfrenta resistência de lideranças do próprio bloco de Eisenkot, que descartaram a participação das siglas árabes no governo durante a campanha.
Uma alternativa seria a formação de um governo minoritário com apoio parlamentar externo dos partidos árabes, sem que eles integrassem formalmente a coalizão ou ocupassem ministérios. Esse tipo de acordo permitiria à oposição buscar sustentação no Parlamento sem necessariamente incluir as legendas árabes no governo.
O Raam já participou de uma coalizão em 2021, liderada por Naftali Bennett e Yair Lapid, que permaneceu no poder por aproximadamente um ano.
Outra possibilidade seria Netanyahu tentar atrair partidos de direita que integram a oposição. Também existe a alternativa de um governo de unidade nacional, embora as divergências entre os dois principais blocos dificultem um acordo.
Até o momento, não há coalizão anunciada para a formação do próximo governo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO avanço dos partidos árabes também provocou disputas sobre a legitimidade do resultado eleitoral.
Integrantes do campo político de Netanyahu divulgaram acusações de fraude e de suposto financiamento do Catar para compra de votos em favor das legendas árabes.
Os partidos envolvidos e o governo catariano rejeitaram as denúncias. Eisenkot acusou Netanyahu de tentar deslegitimar o resultado das eleições.
O serviço de inteligência interna de Israel, conhecido como Shin Bet, informou que investiga suspeitas de irregularidades, mas ressaltou que a apuração não pretende colocar sob suspeita toda a comunidade árabe que participou legalmente da votação.
A Comissão Eleitoral Central também contestou informações divulgadas sobre o processo eleitoral e afirmou que determinadas alegações não tinham fundamento.
Os resultados da contagem serão entregues oficialmente ao presidente Isaac Herzog na quarta-feira, 4 de novembro. A posse do novo Parlamento está prevista para 10 de novembro.
Depois de consultar os partidos eleitos, Herzog deverá indicar um parlamentar para tentar formar o próximo governo. A escolha não precisa recair sobre o líder do partido mais votado, mas sobre alguém com condições de reunir apoio suficiente no Knesset.
O escolhido terá inicialmente 28 dias para negociar uma coalizão, prazo que poderá ser prorrogado por mais 14 dias.
Se não conseguir formar governo, outro parlamentar poderá receber a tarefa. Caso as tentativas fracassem, Israel poderá realizar novas eleições.
Netanyahu permanece como primeiro-ministro enquanto não houver um novo governo. O país já enfrentou sucessivos impasses parlamentares, com cinco eleições realizadas entre 2019 e 2022.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Protestos e acusações de golpe mergulham Polônia em nova crise institucional
2
Ataque de US$ 6,3 bi à Binance derruba bitcoin, trava saques e expõe novo risco do mercado cripto
3
Buscas por Rafael Fonteles disparam 1.350% no Google após entrar na disputa pela Fazenda
4
Binance: por que o bitcoin resistiu melhor ao maior ataque hacker da história?
5
“A decisão eu tomei sem que ninguém soubesse”, diz Flávio Bolsonaro em primeira live após saída do Brasil