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Como o cessar-fogo entre EUA e Irã chegou ao fim
Publicado 08/07/2026 • 10:13 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/07/2026 • 10:13 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Atta Kenare / AFP
Uma mulher caminha perto de um prédio comercial que abrigava os escritórios da rede de notícias Al Araby TV, com sede em Doha, após um ataque com mísseis ocorrido mais cedo naquele dia em Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou, nesta quarta-feira (08), o fim do cessar-fogo com o Irã. O líder americano fez o anúncio em Ancara, na Turquia, onde participa da cúpula da OTAN. Essa não é a primeira tentativa de encerrar a guerra que iniciou em fevereiro.
A declaração veio logo depois de uma madrugada marcada por confrontos militares diretos entre as forças americanas e o Irã no Oriente Médio. O episódio encerra um acordo que havia sido fechado há menos de um mês.
Leia também: Tensão entre EUA e Irã divide bolsas asiáticas e faz petróleo disparar
Após semanas de negociações entre Teerã e Casa Branca, um acordo para o fim dos conflitos parecia encaminhado. Entretanto, ao ser questionado por jornalistas, Trump foi direto na resposta.
“Acho que acabou. Não quero mais lidar com eles, são escória. No que me diz respeito, acabou.”
Além de manter as tensões entre os países, a frase do presidente repercutiu rápido nos mercados financeiros. Os preços do petróleo subiram mais de 5% logo nas primeiras horas.

O fim do acordo aconteceu depois de uma nova escalada militar entre os países, iniciada na última terça-feira (07). Os Estados Unidos atacaram o território iraniano por via aérea, em resposta a um bombardeio de Teerã contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Em seguida, a Guarda Revolucionária do Irã revidou. O grupo disparou mísseis contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. Vale destacar que essa é a maior ação desde o início das negociações para o cessar-fogo. Além dos gastos militares, o aumento no preço do petróleo força diversas economias internacionais.
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Siga o Times | CNBCDesde o início dos conflitos em fevereiro, os dois países tentaram chegar a um acordo diversas vezes para colocar um ponto final na guerra. Entretanto, pontos importantes durante o conflito sempre retornavam à pauta antes de novos bombardeios. Entre os destaques, o Estreito de Ormuz, principal rota internacional para o envio do petróleo, que é constantemente disputado entre EUA e Irã.
Durante um dos acordos, o local chegou a ser reaberto pelos iranianos, que mantêm controle da região, mas voltou a ser bloqueado após a Guarda Revolucionária inspecionar e cobrar “pedágio” dos navios que ali passavam. A ação resultou em novas ameaças e, consequentemente, novos ataques americanos na região.
Recentemente, a guerra no Oriente Médio parecia caminhar para o fim. O presidente americano afirmou diversas vezes que os EUA estavam preparados para encerrar o conflito. Além disso, o republicano também disse que os iranianos estariam de acordo com os termos colocados.
Leia também: Por que os EUA voltaram a impor restrições ao petróleo do Irã? Entenda a decisão
Mesmo com o discurso duro, Trump afirmou que ainda vai conversar com o negociador Steve Witkoff e com seu genro, Jared Kushner. Os dois vinham conduzindo os canais de diálogo com os iranianos nos bastidores.
Ainda assim, o presidente dos EUA deixou claro que Washington não vai dar o primeiro passo. Segundo ele, cabe a Teerã recuar e mostrar interesse real em voltar à mesa de negociações.
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