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Petróleo, tarifas e IA elevam risco de inflação e ampliam cautela nos mercados
Publicado 26/07/2026 • 12:45 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 26/07/2026 • 12:45 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
A combinação entre a disparada do petróleo, a retomada da ofensiva tarifária dos Estados Unidos e o avanço acelerado dos investimentos em inteligência artificial voltou a alimentar preocupações com a inflação global, provocando turbulência nos mercados financeiros e elevando a cautela dos investidores às vésperas de novas decisões de política monetária pelo mundo.
Esses três fatores passaram a atuar simultaneamente justamente quando os principais bancos centrais começavam a enxergar sinais de desaceleração das pressões inflacionárias. O novo cenário reacendeu dúvidas sobre a trajetória dos juros e ampliou a percepção de risco entre agentes do mercado, segundo reportagem da Bloomberg.
Embora a expectativa predominante seja de manutenção das taxas nas próximas reuniões de instituições como o Federal Reserve e o Banco da Inglaterra, o ambiente se tornou mais desafiador. O avanço dos rendimentos dos títulos públicos ao redor do mundo e a segunda semana consecutiva de perdas do S&P 500 refletem o aumento da aversão ao risco.
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“Os eventos recentes servem como um lembrete de que a geopolítica impulsiona a economia, e não o contrário”, afirmou Katharine Neiss, economista-chefe para a Europa da gestora de investimentos PGIM. “As pressões negativas de choque de oferta sobre a inflação geral continuarão a sustentar a tendência dos bancos centrais a adotarem uma postura mais conservadora.”
A nova escalada das tensões no Oriente Médio elevou o temor de interrupções no fornecimento de energia e impulsionou o preço do petróleo para acima de US$ 100 (R$ 508) por barril, enquanto os combustíveis também registraram forte alta.
O movimento ocorre após o agravamento do conflito envolvendo o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera um “ataque massivo” contra o Irã para pressionar o país a negociar um acordo de paz.
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Siga o Times | CNBCO aumento dos custos da energia já se reflete nos mercados de renda fixa. Os títulos do governo britânico registraram a mais longa sequência de fechamentos acima de 5% em quase vinte anos, enquanto os papéis de 30 anos do Tesouro americano permanecem próximos dos maiores níveis desde 2007.
“O choque energético pode se intensificar ainda mais”, alertou a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. “Quanto mais tempo os preços da energia permanecerem altos, maior a probabilidade de impulsionarem a inflação em geral.”
Ela acrescentou que alguns dirigentes chegaram a defender uma alta imediata dos juros antes de o BCE optar por manter a política monetária inalterada. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a instituição poderá elevar as taxas em setembro caso o cenário inflacionário continue se deteriorando.
Além do encarecimento da energia, os mercados passaram a monitorar uma nova rodada de medidas comerciais dos Estados Unidos. O governo Trump propôs tarifas entre 10% e 12,5% sobre importações provenientes da maior parte de seus principais parceiros comerciais, no que representa a mais ampla iniciativa para reconstruir a barreira tarifária após decisões da Suprema Corte.
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Ao mesmo tempo, o avanço dos investimentos em inteligência artificial segue ampliando preocupações sobre pressões de custos. A Alphabet elevou sua previsão de investimentos para até US$ 205 bilhões (R$ 1,04 trilhão) neste ano, reforçando o ritmo acelerado da expansão da infraestrutura necessária para sustentar a nova geração de tecnologias.
Outro fator observado pelos investidores é a capacidade das grandes empresas de repassar custos aos consumidores. No mês passado, a Apple aumentou os preços de toda a linha de Macs, iPads, dispositivos domésticos e do Vision Pro, citando o aumento dos custos de produção provocado pela escassez de chips de memória e armazenamento.
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