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União Europeia cria plano para antecipar impactos das mudanças climáticas
Publicado 29/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 29 minutos
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Publicado 29/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 29 minutos
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Foto: unsplash
União Europeia cria plano para antecipar impactos das mudanças climáticas
A União Europeia apresentou uma proposta de lei para preparar os países do bloco para os impactos das mudanças climáticas, com regras comuns para identificar riscos e incorporar medidas preventivas às políticas públicas.
A iniciativa busca reduzir os danos humanos e econômicos provocados por ondas de calor, incêndios florestais, tempestades e perdas agrícolas. A proposta também pretende garantir que os governos considerem os riscos climáticos em suas decisões, independentemente de mudanças políticas nos Estados-membros. As informações são do jornal espanhol El País.
Leia também: Metas climáticas são insuficientes e planeta caminha para aquecimento de 2,6 °C até o fim do século, diz ONU
Batizada de Lei de Resiliência Climática, a medida estabelece uma estrutura comum para identificar, avaliar e administrar ameaças ambientais em toda a União Europeia. A proposta ainda precisa avançar no processo legislativo para se tornar uma obrigação legal.
O projeto introduz o conceito de “resiliência por concepção”, que prevê a inclusão dos riscos climáticos no planejamento das administrações públicas desde o início. Dessa forma, os governos deverão considerar os possíveis efeitos do aquecimento global antes de definir políticas e investimentos, em vez de agir somente depois dos desastres.
A Comissão Europeia pretende estabelecer critérios comuns para orientar essa preparação. As projeções utilizadas pelo bloco consideram um aquecimento de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais até 2030, de 2 graus até 2050 e de até 3 graus até 2100.
Segundo Bruxelas, essas referências permitirão que os países avaliem os riscos futuros e planejem medidas de adaptação com parâmetros semelhantes. Além disso, a proposta também prevê um plano estratégico nacional único para simplificar o planejamento e reduzir a burocracia.
Dessa forma, ao apresentar a iniciativa, Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, destacou que as mudanças climáticas provocam mortes e destroem patrimônio e infraestrutura. Além disso, ela também defendeu a continuidade dos esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e cumprir a meta de emissões líquidas zero até 2050.
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Siga o Times | CNBCAlém de proteger a população, a estratégia busca reduzir os custos dos eventos extremos para empresas, agricultores e governos. A Comissão Europeia estima que os danos relacionados às mudanças climáticas somem 200 bilhões de euros entre 2022 e 2025, o equivalente a uma média de 50 bilhões de euros por ano.
Em contrapartida, a preparação para esses riscos também exigirá recursos. As estimativas do bloco apontam para a necessidade de investimentos anuais de aproximadamente 70 bilhões de euros.
Bruxelas, porém, avalia que a adaptação pode abrir oportunidades econômicas. O mercado global de soluções para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas poderá alcançar 3,5 trilhões de euros até 2050, quadruplicando de tamanho. Dessa forma, para a Comissão, esse avanço pode favorecer empresas europeias que desenvolvam tecnologias e serviços voltados à resiliência climática.
A estratégia também inclui ferramentas para ajudar governos e outros setores a identificar ameaças e planejar respostas. Entre elas está um visualizador climático europeu, com mapas interativos sobre as projeções de riscos em diferentes regiões do continente.
A Agência Europeia do Ambiente desenvolveu ainda um conjunto de ferramentas para ajudar autoridades nacionais, regionais e locais a encontrar soluções adequadas à localização, à atividade econômica e à exposição aos riscos. A Comissão também prepara um Plano Europeu de Ondas de Calor, uma iniciativa voltada à gestão da água e um projeto para identificar os 100 territórios europeus mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Leia também: Governança climática deixa de ser pauta ambiental e vira estratégia de negócios
Outra frente envolve a criação de uma aliança de seguros climáticos. A iniciativa busca ampliar a proteção financeira contra desastres. Segundo Ribera, menos de um euro em cada cinco está segurado. Sem cobertura, os prejuízos recaem sobre famílias, empresas e orçamentos públicos.
A União Europeia pretende antecipar os efeitos dos eventos extremos e ampliar a capacidade de resposta dos países. Para Bruxelas, investir em prevenção pode reduzir perdas futuras e proteger principalmente os grupos mais vulneráveis, como idosos, agricultores e famílias sem seguro.
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