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Colar de US$ 4,3 milhões é roubado de museu em Viena

Publicado 02/09/2026 • 07:30 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • Colar histórico da Van Cleef & Arpels reúne 673 pedras e mais de 200 quilates em uma estrutura de platina.
  • Dois homens entraram no museu como visitantes, quebraram a vitrine com um martelo e fugiram levando o colar.
  • Joia usada pela rainha Nazli em 1939 foi vendida pela Sotheby’s em Nova York por US$ 4,3 milhões em 2015.
Colar de US$ 4,3 milhões é roubado de museu em Viena

Foto: divulgação

Colar de US$ 4,3 milhões é roubado de museu em Viena

Um colar de diamantes da Van Cleef & Arpels, avaliado em US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 22 milhões), foi roubado do Museu de Artes Aplicadas de Viena (MAK), na Áustria. A joia pertencia à família real egípcia e estava entre as peças de uma exposição dedicada à tradicional grife francesa.

O crime aconteceu na quinta-feira, durante o horário de funcionamento do museu. Segundo a Robb Report, a polícia, dois homens compraram ingressos e entraram no local como visitantes. Depois, usaram um martelo para quebrar uma vitrine, pegaram o colar e fugiram.

As câmeras de segurança registraram a ação. Os suspeitos não usavam máscaras e, até o momento, ninguém ficou ferido durante o roubo.

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Colar foi usado pela rainha Nazli

A peça roubada tem estrutura de platina e 673 pedras, que somam mais de 200 quilates. Além disso, a Van Cleef & Arpels produziu o colar para a família real egípcia.

Em 1939, a rainha Nazli usou a joia no casamento de sua filha, a princesa Fawzia, com Mohammad Reza Pahlavi. Na época, ele era príncipe herdeiro do Irã e posteriormente se tornou o último xá do país. O colar voltou ao mercado décadas depois. Em 2015, a Sotheby’s vendeu a peça em um leilão em Nova York por US$ 4,3 milhões (R$ 22 milhões).

Museu fecha exposição após roubo

A joia fazia parte de “Glanzstücke”, mostra inaugurada em junho no MAK. Além disso, a exposição reúne cerca de 500 peças, entre elas mais de 300 itens da Van Cleef & Arpels e mais de 200 objetos pertencentes ao acervo do museu.

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O MAK programou a exposição para permanecer aberta até 27 de setembro. Após o roubo, porém, a instituição fechou a mostra por tempo indeterminado e afirmou que não divulgará mais informações enquanto a investigação estiver em andamento.

A polícia de Viena procura os responsáveis e analisa as imagens das câmeras. Dessa forma, o jornal austríaco Kronen Zeitung informou que os investigadores consideram a possibilidade de um grupo criminoso dos Bálcãs ter encomendado o crime, mas as autoridades ainda não confirmaram publicamente essa hipótese.

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Roubo lembra outros casos na Áustria

O caso também remete a um dos furtos mais conhecidos da Áustria. Em 2003, a “Saliera”, obra de Benvenuto Cellini feita de ouro e esmalte, desapareceu do Museu de História da Arte de Viena. Além disso, na época, as autoridades avaliavam a peça em cerca de € 50 milhões. Três anos depois, a polícia recuperou a obra.

Mais recentemente, em outubro de 2025, ladrões levaram oito peças de joalheria da Galeria de Apolo, no Louvre, em Paris. O caso também envolveu um colar e outras peças ligadas à antiga família imperial francesa, com valor estimado em cerca de US$ 102 milhões (R$ 525 milhões).

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