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Colômbia concentra esforços na retirada de escombros após terremoto
Publicado 16/08/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/08/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
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Edwin Rodriguez Pipicano / Anadolu / Anadolu via AFP
Quase uma semana após o terremoto de magnitude 7,4 que deixou cerca de 300 mortos na Colômbia, os trabalhos nas áreas atingidas passam a se concentrar na retirada dos escombros, enquanto diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes. Neste domingo (16), retroescavadeiras, guindastes e caminhões ocupam regiões onde milhares de imóveis foram destruídos.
O terremoto atingiu o país na segunda-feira (10) e derrubou casas, edifícios, hotéis e hospitais, principalmente no oeste da Colômbia e na região cafeeira. Considerado o tremor mais letal registrado no país neste século, o desastre deixou ainda mais de cem desaparecidos.
Com o avanço das operações de limpeza, tornam-se menos frequentes os períodos de silêncio que marcaram os primeiros dias das buscas, quando equipes interrompiam os trabalhos com máquinas para tentar identificar sinais de pessoas presas sob os destroços.
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O desastre ocorreu poucas horas depois da posse do novo governo do ultradireitista Abelardo de la Espriella. No sábado (15), o presidente pediu ao aliado americano Donald Trump a suspensão temporária de tarifas como forma de auxiliar o país diante dos impactos provocados pelo terremoto.
O balanço mais recente do órgão responsável pelo atendimento a desastres aponta que cerca de 27 mil moradias foram destruídas, deixando uma parcela dos desabrigados sem alternativas de acomodação.
Nas cidades mais atingidas, imóveis considerados perigosos receberam um “X” vermelho, sinalizando risco de desabamento e impedindo a circulação de pedestres nas proximidades. Em outros pontos, parques foram transformados em acampamentos improvisados para famílias inteiras.
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Em Cali, Jorge León precisou abandonar o apartamento onde vivia e retirar seus pertences em um caminhão. O advogado de 41 anos descreveu a “dor” de “ter que recomeçar tudo”. “Parece que estou vivendo um filme ou um sonho, não consigo assimilar”, afirmou à AFP.
A auxiliar de enfermagem Cindy Serrato, de 39 anos, também deixou a residência às pressas e passou a viver em uma barraca ao lado do filho. “Não pensei em nada, saí correndo e deixei tudo lá”, contou.
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Siga o Times | CNBCTerceira maior cidade da Colômbia, Cali está entre os locais que enfrentam os maiores desafios para a recuperação. O prefeito Alejandro Eder estima que serão necessários pelo menos US$ 3,2 bilhões (R$ 16,7 bilhões) para reconstruir a cidade.
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Diante da dimensão dos danos, a Colômbia recebeu ajuda bilionária de outros países, entre eles os Estados Unidos, e de organismos internacionais como o Banco Mundial.
Além da reconstrução de imóveis e da recuperação da infraestrutura, autoridades precisam lidar com milhares de moradores impedidos de retornar para casa devido ao risco de novos desabamentos.
Embora as operações estejam gradualmente migrando do resgate para a remoção de destroços, grupos de voluntários continuam procurando possíveis sobreviventes.
Em Cali, a parede de um prédio de cinco andares que desabou durante o terremoto recebeu de um socorrista um “V” vermelho atravessado por uma linha horizontal, marca utilizada para indicar que as buscas por sobreviventes naquele ponto foram encerradas.
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Parte dos voluntários, porém, não pretende interromper os trabalhos enquanto houver pessoas desaparecidas. As chances de sobrevivência sob os escombros caem drasticamente após 72 horas, e mais de cem pessoas ainda não haviam sido localizadas.
O professor Juan Carlos Tabares, de 58 anos, que coordena com outros voluntários o ponto de resgate chamado “Valentía”, afirmou que o grupo continuará procurando. “Apesar de terem nos dito que já se passaram muitos dias, continuamos procurando sobreviventes porque queremos continuar apostando na vida”, declarou à AFP.
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