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Como México, Colômbia e Venezuela foram impactados pela ofensiva dos EUA contra cartéis e facções criminosas
Publicado 07/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 07/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 57 minutos
KEY POINTS
Foto: Canva
Como México, Colômbia e Venezuela foram impactados pela ofensiva dos EUA contra cartéis e facções criminosas
A ofensiva dos EUA contra cartéis e facções criminosas na América Latina tem gerado um efeito comum entre os países atingidos. Há aumento da pressão financeira internacional, maior vigilância sobre operações bancárias e reforço dos mecanismos de controle sobre os fluxos de recursos ligados ao crime organizado.
Agora, com a decisão que enquadra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, esse mesmo padrão passa a alcançar o Brasil.
Leia também: Veja os setores que podem ser afetados pela classificação de PCC e CV como grupos terroristas
No México, de acordo com a BBC, a classificação de cartéis como organizações terroristas pelos Estados Unidos ampliou o nível de fiscalização sobre instituições financeiras e operações internacionais.
Bancos e empresas passaram a adotar critérios mais rígidos de verificação de transações, principalmente em setores sensíveis como comércio exterior e logística.
Além disso, houve aumento da pressão regulatória sobre o sistema financeiro. As exigências de rastreamento de recursos ficaram mais rigorosas. Também se intensificou o monitoramento de possíveis vínculos indiretos com o crime organizado.
Na Colômbia, a medida se refletiu principalmente no fortalecimento da vigilância internacional sobre rotas do narcotráfico e cadeias econômicas associadas. Isso ampliou a cooperação entre autoridades, mas também elevou o nível de cautela de empresas estrangeiras que atuam no país.
Como consequência, setores ligados a transporte, exportação e serviços financeiros passaram a operar sob maior risco regulatório, especialmente em regiões com presença histórica de grupos ilegais.
No caso da Venezuela, a ofensiva dos EUA contra organizações criminosas foi associada a um aumento da pressão política e econômica. As sanções e restrições financeiras contribuíram para dificultar ainda mais o acesso do país ao sistema financeiro internacional.
Isso resultou em maior isolamento de operações bancárias e ampliação das barreiras para transações externas, afetando diretamente o comércio e a circulação de capital.
Com a entrada em vigor da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, o Brasil passa a enfrentar um cenário semelhante, com impacto direto sobre instituições financeiras e empresas com atuação global.
A medida permite bloqueio de ativos, restrições a transações internacionais e aumento das exigências de compliance, o que pode atingir setores como bancos, logística, energia e comércio exterior.
Leia também: EUA publicam classificação de PCC e CV como terroristas no Diário Oficial; bloqueio de bens entra em vigor
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleEm todos os casos, México, Colômbia e Venezuela, o padrão é semelhante. O foco não está apenas na repressão direta ao crime, mas também no enfraquecimento financeiro das organizações por meio do sistema global.
No Brasil, no entanto, o impacto ganha uma camada adicional. A presença estruturada de facções criminosas dentro da economia formal amplia o risco de efeitos indiretos sobre empresas que não têm ligação direta com o crime, mas podem ser afetadas por regras mais rígidas de monitoramento.
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