Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Entenda como classificação de PCC e CV como terroristas pode elevar pressão econômica sobre o Brasil
Publicado 03/06/2026 • 11:25 | Atualizado há 49 minutos
BREAKING NEWS:
CNBC: Ação da SpaceX será vendida a US$ 135 no IPO; empresa vai levantar US$ 75 bilhões; valuation: ~ US$ 1,5 tri
Venda de US$ 80 bi em ações da Alphabet coloca Wall Street em “território sem precedentes”, diz Goldman Sachs
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Pfizer vê câncer de pulmão cada vez mais perto de virar doença crônica
Ações da Victoria’s Secret disparam 40% após lucro superar expectativas e empresa elevar projeções de vendas
EXCLUSIVO CNBC: CEO do Goldman Sachs diz que IA não deve causar desemprego estrutural
Greg Abel adota estilo de Buffett em ofensiva de quase R$ 85 bilhões e amplia aposta em tecnologia
Publicado 03/06/2026 • 11:25 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode ampliar exigências de compliance, afetar a percepção de risco do Brasil e influenciar decisões de investimento internacional, afirmou a advogada especialista em comércio internacional Vera Kanas. Segundo ela, embora os efeitos ainda sejam potenciais, a medida cria um ambiente mais complexo para empresas e instituições financeiras que mantêm relações com o país.
“Uma empresa que vai decidir investir no Brasil agora terá um cuidado extra para avaliar com quem fará negócios. Isso inclui investimentos, comércio e diversas outras operações”, explicou a especialista em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (3). Ela destacou que investidores internacionais precisarão reforçar procedimentos de verificação para garantir que não mantenham relações com pessoas ou entidades associadas às organizações classificadas pelos Estados Unidos.
De acordo com Vera Kanas, bancos e instituições financeiras sujeitos à legislação americana tendem a transferir parte dessas exigências para seus contratos e operações no Brasil, ampliando a rede de controles e verificações exigidas de empresas locais.
Leia também: Embaixada dos EUA detalha punições ao Brasil após classificação de PCC e CV como terroristas
“Essa rede de compliance vai se expandindo muito e aumenta os cuidados específicos na decisão de fazer negócios aqui no Brasil”, afirmou. Segundo ela, quando investidores avaliam diferentes destinos para seus recursos, países que não enfrentam esse tipo de exposição regulatória podem ganhar vantagem competitiva.
A especialista ressaltou que esse é um risco que anteriormente não existia com a mesma intensidade e que pode influenciar desde grandes operações financeiras até decisões comerciais cotidianas.
Ao comentar as discussões envolvendo o Pix, Vera Kanas afirmou que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos aparece em diferentes frentes de questionamento por parte dos Estados Unidos. Segundo ela, uma possível interpretação de autoridades americanas poderia associar o mecanismo a riscos de lavagem de dinheiro, embora essa avaliação não corresponda à natureza da ferramenta.
“O Pix é uma plataforma pública de pagamentos, mas ele pode ser interpretado por alguma autoridade americana como um facilitador de lavagem de dinheiro e gerar questionamentos sobre as medidas adotadas pelo Brasil para evitar esse tipo de prática”, explicou.
Leia também: Durigan critica falta de diálogo dos EUA e vê riscos econômicos em classificação de PCC e CV
A advogada observou que essas interpretações acabam ampliando os riscos econômicos associados ao país, afetando não apenas bancos, mas também empresas de diversos setores que passam a enfrentar exigências adicionais em suas relações comerciais e financeiras.
Na avaliação de Vera Kanas, a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas tem potencial para provocar impacto mais significativo na imagem internacional do Brasil do que outras investigações comerciais recentes abertas pelos Estados Unidos.
“Essa talvez tenha um impacto maior na imagem do Brasil”, afirmou. Para ela, outras investigações conduzidas por Washington possuem forte componente político e tendem a produzir efeitos mais limitados sobre a reputação do país perante investidores e parceiros internacionais.
Leia também: Durigan admite não ter reuniões prevista com os EUA sobre PCC e CV
A especialista acrescentou que a nova classificação pode influenciar até mesmo decisões que não estão diretamente ligadas ao mercado financeiro. “A exposição que o Brasil passa a ter atinge muitas áreas da economia brasileira”, observou.
Apesar das pressões adicionais, Vera Kanas avalia que o cenário também pode acelerar movimentos de diversificação comercial por parte do Brasil e de outros países afetados por medidas semelhantes.
“O Brasil já começou a buscar novos mercados desde o ano passado e isso é muito positivo. É um movimento que deve continuar”, afirmou. Ela citou o acordo entre Mercosul e União Europeia como exemplo de estratégia voltada à ampliação de parceiros comerciais diante das incertezas envolvendo os Estados Unidos.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleLeia também: PCC e Comando Vermelho entram em lista de sanções dos EUA
Ainda assim, ressaltou que o mercado americano continuará sendo relevante para a economia brasileira. “Essas medidas geram camadas de pressão econômica sobre o Brasil que a gente não tinha antes. Essa é uma realidade com a qual o país terá de lidar”, destacou.
Questionada sobre a possibilidade de o governo brasileiro negociar a reversão da classificação das facções criminosas, Vera Kanas avaliou que o caminho existe, mas não deve produzir resultados rápidos.
“Tudo é possível negociar, mas é difícil mudar esse status novamente em um curto espaço de tempo”, afirmou. Segundo ela, eventuais avanços dependeriam da demonstração de cooperação, resultados concretos e construção gradual de confiança entre os dois países.
Para a especialista, a tendência é que a nova classificação se consolide antes de qualquer tentativa bem-sucedida de revisão. “Primeiro essa questão deve se consolidar. Gostaria que não fosse assim, mas acho difícil uma mudança rápida”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
EXCLUSIVO: Galapagos perde concessão bilionária por erro primário em due diligence e mercado questiona gestora
2
Embaixada dos EUA detalha punições ao Brasil após classificação de PCC e CV como terroristas
3
TIMES | CNBC Parlatório Talks: Mundo saiu da globalização para a “vingança da geopolítica”, diz Marcos Troyjo
4
EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil após concluir investigação
5
Bitcoin cai abaixo de R$ 352 mil e ações da Strategy ampliam perdas