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“Armas para sempre”, diz Trump; mas onde os EUA guardam todo esse arsenal?
Publicado 07/03/2026 • 09:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/03/2026 • 09:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Pexels
EUA têm armas para guerras eternas?
Em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, o presidente Donald Trump afirmou que os estoques americanos de munição estão em níveis médios a médios superiores nunca vistos.
A declaração foi feita após reportagens apontarem pressão sobre sistemas estratégicos usados nos ataques e nas interceptações na região, segundo o Iran International.
Ao sustentar que os EUA teriam armas para travar guerras “para sempre”, o presidente reacendeu uma dúvida recorrente: onde está guardado todo esse arsenal e qual é sua real dimensão.
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Segundo Trump, os Estados Unidos contam com um suprimento praticamente ilimitado de armamentos classificados por ele como de alto nível. A fala ocorre no contexto de ataques ofensivos contra alvos iranianos e de operações defensivas para interceptar mísseis balísticos e drones lançados por Teerã contra Israel e países vizinhos.
Reportagens do The Wall Street Journal indicaram preocupação de autoridades militares com o ritmo de consumo de munições consideradas essenciais. Entre os sistemas mencionados estão os mísseis Tomahawk e interceptores SM 3, amplamente empregados nas ações recentes.
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O arsenal americano é distribuído em bases terrestres, instalações aéreas, complexos industriais e submarinos nucleares.
No caso das armas nucleares, parte das ogivas está instalada em mísseis intercontinentais posicionados em silos subterrâneos, em bases de bombardeiros estratégicos e em submarinos com capacidade nuclear que permanecem em patrulha.
De acordo com estimativas da Federação de Cientistas Americanos, os Estados Unidos possuem cerca de 5.177 ogivas nucleares no inventário total, sendo aproximadamente 3.700 no estoque militar.
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Desse grupo, 1.670 estão classificadas como estratégicas implantadas e cerca de 100 como não estratégicas implantadas. Outras 1.930 permanecem em reserva.
Além das armas nucleares, o país mantém vastos estoques de munições convencionais, armazenados em depósitos espalhados pelo território americano e em bases no exterior. Esses locais operam sob protocolos rígidos de segurança e logística militar.
O cenário global mostra que nove países concentram aproximadamente 12.321 ogivas nucleares no início de 2026. Juntos, Estados Unidos e Rússia respondem por cerca de 86% desse total e por 83% das ogivas disponíveis para uso militar.
Abaixo deles aparecem França, China, Reino Unido, Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte. Enquanto o total global diminuiu em relação ao pico da Guerra Fria, quando ultrapassava 70 mil ogivas, o ritmo de redução desacelerou. Parte da queda atual ocorre porque Estados Unidos e Rússia ainda desmantelam armas já desativadas.
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Ao mesmo tempo, o número de ogivas atribuídas a forças operacionais voltou a crescer. Cerca de 3.912 estão implantadas em bases de mísseis ou bombardeiros, e aproximadamente 2.100 permanecem em alerta máximo, prontas para uso imediato.
Mesmo com tratados internacionais em vigor, as principais potências seguem modernizando seus arsenais.
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EUA e Rússia ainda reduzem seus estoques lentamente, enquanto China, Índia, Coreia do Norte, Paquistão e Reino Unido são apontados como países em expansão nuclear. França e Israel mantêm níveis relativamente estáveis.
Na linha de frente da defesa aérea estão baterias Patriot e THAAD, utilizadas para neutralizar ameaças vindas do território iraniano. Esses sistemas vêm sendo acionados com frequência para proteger bases e instalações que abrigam forças americanas na região.
O debate ganhou força após relatos de que o oficial de mais alta patente das Forças Armadas teria manifestado preocupação com o volume de interceptores disponíveis, especialmente diante da continuidade dos ataques.
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Trump reagiu, classificando as reportagens como equivocadas, e reiterou que os Estados Unidos possuem armamentos suficientes para sustentar operações prolongadas com sucesso.
Do outro lado do conflito, o Irã também enfrenta desgaste. Autoridades israelenses informaram ao The New York Times que cerca de 200 lançadores de mísseis balísticos foram destruídos desde junho do ano passado, além da desativação de dezenas de outros equipamentos. O número representaria aproximadamente metade da capacidade operacional iraniana.
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Antes da ofensiva, estimativas indicavam que Teerã possuía cerca de 3 mil mísseis balísticos e buscava ampliar esse total para até 8 mil unidades até 2027.
Uma análise divulgada pela Defense Express aponta que ao menos 771 mísseis balísticos foram lançados pelo Irã desde o início do atual conflito, embora não haja balanço oficial do governo iraniano.
Apesar das perdas, o país tenta reconstruir sua estrutura de produção. Relatos recentes indicam fabricação de dezenas de mísseis por mês e busca por componentes no exterior para recompor o estoque.
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