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O que é o petróleo Brent e por que a guerra no Oriente Médio fez o preço subir
Publicado 06/03/2026 • 17:08 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 06/03/2026 • 17:08 | Atualizado há 8 meses
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Foto: Freepik
O petróleo Brent, principal referência internacional para preços do petróleo, voltou ao centro do debate econômico mundial nesta semana após registrar forte valorização.
Nesta sexta-feira (6), o barril chegou a superar os US$ 90 nos mercados internacionais. O avanço ocorreu em meio à escalada militar no Oriente Médio, região estratégica para o fornecimento de energia.
Aumentando o temor de interrupções no fluxo global de petróleo e pressionando investidores e governos, segundo o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O Brent é um tipo de petróleo extraído no Mar do Norte, região situada entre o Reino Unido e a Noruega. O nome surgiu a partir de um campo petrolífero explorado originalmente pela empresa Shell chamado Brent.
Com o tempo, a denominação passou a representar o petróleo produzido naquela área e negociado nos mercados internacionais, de acordo com o artigo publicado pelo site ICE.
Atualmente, o Brent funciona como referência para aproximadamente 80% do petróleo comercializado no mundo, seu preço é usado como base para negociações principalmente na Europa, Ásia e em parte da África.
A cotação é formada nos mercados financeiros e também no comércio físico do petróleo transportado por navios.
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Uma das características que reforçam sua importância é o fato de ser um petróleo marítimo. Por ser carregado por navios e distribuído por portos internacionais, ele consegue alcançar diversos mercados com facilidade.
Essa mobilidade permite que o Brent se torne um indicador global de preço para a indústria de energia.
O preço do Brent é acompanhado diariamente por governos, empresas de energia e investidores porque ele serve como parâmetro para contratos, importações e políticas de combustíveis em diversos países.
A negociação desse petróleo também ocorre por meio de contratos futuros, que permitem que produtores, refinarias e investidores protejam suas operações contra variações bruscas de preço.
Esses contratos são baseados em uma cesta de petróleos do Mar do Norte e fazem parte de um complexo financeiro que evolui ao longo das décadas para continuar representando o mercado físico.
Leia também: Petróleo: relação entre tempo e preço é determinante para os mercados diante da guerra no Irã
Recentemente, o sistema passou a incluir novos tipos de petróleo na composição utilizada para calcular o valor de referência.
Entre eles está o WTI Midland, ampliando a representatividade do índice e fortalecendo a ligação entre o mercado financeiro e o petróleo realmente comercializado.
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Siga o Times | CNBCAlém do Brent, outra referência importante do mercado mundial é o WTI, sigla para West Texas Intermediate.
Esse petróleo é produzido principalmente nos Estados Unidos, especialmente na região do Texas, e sua cotação serve como parâmetro para o mercado norte-americano.
Enquanto o Brent domina as negociações internacionais, o WTI é negociado na Bolsa de Nova York e costuma apresentar características de qualidade diferentes, segundo o Ipea.
Em muitos períodos, ele aparece com preço ligeiramente superior, refletindo fatores como composição do óleo, custos de transporte e condições de refino.
A recente valorização do Brent está diretamente ligada ao aumento das tensões militares no Oriente Médio. Ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevaram o risco de instabilidade em uma das regiões mais importantes para o abastecimento energético do planeta.
O foco do mercado está no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de um quinto do petróleo transportado por navios no mundo.
Leia também: Rali do petróleo é retomado após breve queda; Brent supera US$ 87 por barril
A possibilidade de restrições ou bloqueios na área elevou rapidamente o prêmio de risco no preço do barril.
Navios cargueiros chegaram a interromper a travessia do estreito e dezenas de embarcações permanecem aguardando autorização para seguir viagem, o que aumenta a preocupação com atrasos no fornecimento global.
Com o cenário geopolítico incerto, analistas avaliam que a volatilidade deve continuar nos mercados de energia. Algumas estimativas apontam que o Brent pode ultrapassar a marca de US$ 100, quase R$ 530, caso o conflito se intensifique ou o transporte marítimo na região seja afetado de forma mais severa.
Há estimativas que colocam o barril perto de US$ 90, em média R$ 470 até o fim de 2026, enquanto previsões mais pessimistas indicam que o preço poderia alcançar até US$ 120, aproximadamente R$ 630 em caso de interrupções prolongadas no fornecimento.
Leia também: Conflito no Irã e alta do petróleo derrubam bolsas e elevam volatilidade
A alta do petróleo tem efeitos diretos também na economia brasileira. Com o Brent acima de US$ 85, empresas do setor energético ampliam suas receitas, principalmente nas operações ligadas ao pré-sal.
Por outro lado, o aumento da cotação internacional costuma pressionar os preços dos combustíveis. Dados recentes indicam que o valor médio da gasolina no país gira em torno de R$ 6,20 por litro, refletindo o cenário global mais caro para a energia.
Leia também: Petróleo WTI atinge maior nível desde julho de 2024 com Ormuz e escalada militar
A evolução do conflito no Oriente Médio e as condições de oferta mundial de petróleo devem continuar sendo fatores decisivos para o comportamento do petróleo Brent nos próximos meses.
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