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Energia

Arábia Saudita confirma ataque na refinaria Aramco e ExxonMobil, da SAMREF

Publicado 19/03/2026 • 09:34 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou nesta quinta-feira (19) um ataque de drone na refinaria de petróleo SAMREF, em Yanbue, na Arábia Saudita, às margens do Mar Vermelho.
  • A SAMREF, parceria entre a Saudi Aramco e a ExxonMobil, é um dos principais complexos de refino do país, com uma infraestrutura de especial relevância.
  • Além disso, as ações de retaliação do Irã também provocaram "danos consideráveis" à maior instalação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar.

Divulgação/SAMREF

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou nesta quinta-feira (19) um ataque de drone na refinaria de petróleo SAMREF, em Yanbue, na Arábia Saudita, às margens do Mar Vermelho. A refinaria tem capacidade de processamento de mais de 400.000 barris de petróleo por dia, segundo o Ministério da Defesa.

A SAMREF, parceria entre a Saudi Aramco e a ExxonMobil, é um dos principais complexos de refino do país, com uma infraestrutura de especial relevância, por ser uma alternativa à exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, praticamente bloqueado atualmente pelo Irã. Yanbu recebe o petróleo transportado do Golfo, no leste da Arábia Saudita, por meio do oleoduto Petroline, de mais de 1.000 quilômetros.

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Mais ao norte, no Kuwait, as duas refinarias da empresa estatal de petróleo do país — Mina Abdullah e Mina Al Ahmadi — também foram atingidas nesta quinta-feira (19) por ataques de drones, que provocaram incêndios.

As duas instalações têm capacidade combinada de 800.000 barris por dia e, segundo a Kuwait National Petroleum Company, os dois incêndios foram controlados, sem relatos de vítimas. As suspeitas são represálias iranianas.

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Ataques a refinarias de gás

As ações de retaliação do Irã provocaram “danos consideráveis” à maior instalação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar, o que provocou o temor de uma crise energética global e uma séria advertência do presidente americano Donald Trump à República Islâmica.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã está tomando um novo rumo, com ataques diretos a pontos de produção de hidrocarbonetos, e não apenas de armazenamento e transporte.

O agravamento do cenário foi traduzido em uma disparada nos preços do petróleo. O barril de Brent do Mar do Norte subia quase 10% às 9h35 GMT (6h35 de Brasília), negociado a 118,03 dólares. O West Texas Intermediate (WTI) operava em alta de 2,59%, a 98,81 dólares.

A guinada nas últimas horas foi provocada pelo ataque israelense, na quarta-feira (18), ao gigantesco campo de gás de South Pars–North Dome, compartilhado por Irã e Catar. O local é a maior reserva de gás conhecida do mundo e fornece quase 70% do gás natural para consumo interno da República Islâmica.

Em retaliação, o Irã atacou na quarta-feira (18) a área de Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, e voltou a atacar o local nesta quinta-feira (19).

A empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, relatou “danos consideráveis” na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios provocados pelo ataque foram controlados, segundo o Ministério do Interior, que não relatou vítimas.

O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL. O Ministério das Relações Exteriores do país lamentou que os ataques na região “ultrapassaram todas as linhas vermelhas por terem como alvo civis, assim como instalações civis e vitais”.

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