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EUA declaram vitória militar sobre o Irã e deixam porta aberta para novos combates
Publicado 08/04/2026 • 09:57 | Atualizado há 2 meses
Publicado 08/04/2026 • 09:57 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução
Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, defende ofensiva de Trump em pronunciamento a imprensa.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, subiu ao púlpito do Pentágono nesta quarta-feira (8) para declarar vitória sobre o Irã. Ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, ele apresentou um balanço dos 40 dias de Operação Fúria Épica e deixou um aviso: o cessar-fogo anunciado na véspera não significa o fim do conflito.
“O Irã implorou por esse cessar-fogo, e todos sabemos disso”, disse Hegseth na abertura da coletiva. Para ele, a operação foi “uma vitória militar histórica e avassaladora no campo de batalha – com V maiúsculo”.
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Hegseth afirmou que o Irã não consegue mais construir mísseis, foguetes, lançadores ou drones, e que suas fábricas “foram arrasadas até o chão, recuadas de forma histórica”.
O secretário listou os resultados da campanha militar ponto a ponto. A marinha iraniana foi afundada. O sistema de defesa aérea do país foi eliminado. O programa de mísseis foi descrito como “funcionalmente destruído”. Tudo isso, segundo Hegseth, com apenas 10% do poder de combate americano empregado.
A operação tornou as forças armadas iranianas “incapazes para o combate por anos”, afirmou o secretário.
🔍 O que é a Operação Fúria Épica? Nome dado pelos EUA à campanha militar conjunta com Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. Os objetivos declarados eram destruir as capacidades balísticas iranianas, desmantelar sua marinha e impedir que Teerã obtivesse uma arma nuclear. Forças americanas atingiram mais de 12 mil alvos dentro do Irã desde o início da operação.
O general Caine adotou um tom mais cauteloso. O chefe do Estado-Maior Conjunto deu as boas-vindas ao acordo, mas deixou claro que os EUA permanecem prontos para retomar as operações de combate “se convocados”.
Antes de tratar dos termos militares, Caine fez uma pausa para prestar homenagem aos 13 militares mortos durante a operação antes de detalhar os avanços das forças conjuntas.
A mensagem de Washington é de contenção deliberada. Hegseth afirmou que as forças americanas vão permanecer na região. “Não vamos a lugar nenhum”, disse.
Um dos pontos centrais da coletiva foi o futuro do programa nuclear iraniano. Hegseth afirmou que “o novo regime iraniano sabe que jamais terá uma arma nuclear ou a capacidade de chegar a uma”.
Sobre o urânio enriquecido que permanece no território iraniano, o secretário foi direto: o material está “enterrado” e os EUA sabem exatamente o que o Irã possui. A opção de retirá-lo à força, como ocorreu na Operação Midnight Hammer em junho de 2025, segue na mesa.
O ponto é sensível: o Irã incluiu em sua proposta de dez pontos a manutenção do direito ao enriquecimento de urânio — exigência que Washington não reconhece.
Do lado iraniano, a leitura é outra. O Conselho Supremo de Segurança Nacional publicou um documento afirmando que “o inimigo sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora em sua guerra covarde, ilegal e criminosa”.
Trump, por sua vez, classificou o resultado como “uma vitória total e completa. 100%. Sem dúvida”.
As duas narrativas coexistem enquanto os termos definitivos do acordo ainda não foram fechados. Uma primeira rodada de negociações entre as partes está prevista para começar na sexta-feira (10) em Islamabad, capital do Paquistão.
O cessar-fogo de duas semanas tem como contrapartida imediata a reabertura do Estreito de Ormuz. Como parte do acordo, o Irã concordou em reabrir o estreito, rota por onde passa 20% do petróleo e gás natural mundial.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível por meio de coordenação com as Forças Armadas do Irã, consideradas as limitações técnicas do momento.
Israel, por sua vez, declarou o cessar-fogo em relação ao Irã, mas deixou explícito que as operações contra o Hezbollah no Líbano continuam. O acordo de mediação paquistanês não encerra o conflito regional — apenas suspende, por ora, seu capítulo mais explosivo.
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