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Risco no Estreito de Ormuz mantém mercado de petróleo em alerta, mas impacto no Brasil ainda é limitado
Publicado 09/07/2026 • 16:42 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 09/07/2026 • 16:42 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
A continuidade da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz tem evitado uma reação mais intensa dos preços internacionais do petróleo, mesmo após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A avaliação é do diretor-fundador da VPricing Combustíveis, Bruno Valêncio, em entrevista nesta quinta-feira (09) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“O mercado hoje é pragmático. Enquanto o estreito continuar funcionando e houver algum trânsito de petróleo e derivados, a reação tende a ser mais comedida. Os ataques preocupam, mas ainda não provocaram um bloqueio efetivo da região”, afirmou.
Segundo o especialista, além da navegação permanecer parcialmente preservada, a manutenção de canais de negociação entre os dois países também reduz a percepção de risco dos investidores.
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Na avaliação de Bruno Valêncio, o Irã mantém capacidade de usar o bloqueio do estreito como instrumento de pressão diplomática, mas uma interrupção total também teria consequências negativas para os próprios iranianos.
“O Irã pode utilizar essa ameaça como instrumento de negociação, mas os Estados Unidos também passaram a reagir de forma mais firme. No fim, um bloqueio efetivo não interessa a nenhum dos lados”, explicou.
Caso a circulação seja interrompida completamente, o diretor acredita que o mercado poderá voltar aos níveis mais elevados registrados durante o período mais intenso do conflito. “Se houver um bloqueio efetivo, o barril pode voltar rapidamente para patamares acima de US$ 100 (R$ 514,00), como vimos anteriormente”, destacou.
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Apesar da recente alta do petróleo, Bruno Valêncio avalia que o impacto sobre os combustíveis no Brasil tende a permanecer limitado no curto prazo.
Segundo ele, a Petrobras já opera com uma defasagem próxima de R$ 1,00 por litro no diesel, considerando os subsídios atualmente vigentes.
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Siga o Times | CNBC“Sem a subvenção, essa defasagem já se aproximaria de R$ 2,00 por litro em relação ao mercado internacional. O subsídio ajuda a reduzir essa diferença e evita uma pressão maior sobre os preços internos”, afirmou.
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Na avaliação do executivo, o mercado passou a interpretar que as recentes ações militares servem mais como instrumento de pressão política do que como sinal de uma interrupção imediata da oferta global.
“Enquanto o petróleo permanecer entre US$ 70 (R$ 359,80) e US$ 80 (R$ 411,20) por barril, não vejo impactos relevantes para o consumidor brasileiro. O cenário muda apenas se a cotação superar algo próximo de US$ 85 (R$ 436,90) de forma consistente”, explicou.
O diretor da VPricing Combustíveis também observa que os custos de logística internacional permanecem elevados, mesmo após o anúncio do cessar-fogo.
Segundo ele, seguradoras e empresas de transporte marítimo continuam precificando suas operações como se o conflito permanecesse em um estágio de maior intensidade.
“Os fretes e os seguros ainda refletem um ambiente de guerra porque ninguém tem garantia de que novos ataques não ocorrerão. Enquanto não houver um acordo de paz definitivo e praticável, esses custos dificilmente voltarão aos níveis anteriores”, afirmou.
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Para Bruno Valêncio, somente uma solução duradoura para o conflito permitirá a normalização das rotas comerciais e uma redução consistente dos custos logísticos.
“Quando houver um acordo efetivo e estabilidade na região, aí sim veremos fretes, seguros e custos de transporte voltando a patamares mais baixos, trazendo alívio para empresas e consumidores”, concluiu.
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