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CNBCAnálise: Nova coalizão de céticos em relação à IA surge justamente no ponto cego político de Trump

Conflito no Oriente Médio

EUA suspendem ataques ao Irã e abrem espaço para nova rodada de negociações

Publicado 26/07/2026 • 09:55 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Washington interrompeu os bombardeios após quase duas semanas de ofensiva contra Teerã.
  • Donald Trump voltou a ameaçar novos ataques caso as negociações fracassem.
  • Disputa pelo Estreito de Ormuz continua no centro das conversas entre os dois países.

Os Estados Unidos suspenderam os ataques aéreos contra o Irã após quase duas semanas de bombardeios intensificados, abrindo espaço para uma nova tentativa de negociação diplomática entre os dois países. Apesar da interrupção das ofensivas, a tensão permanece elevada, e o conflito se aproxima de completar cinco meses na próxima terça-feira (4).

O presidente Donald Trump afirmou que as conversas com Teerã seguem em andamento, mas deixou claro que novas ações militares continuam sobre a mesa caso as negociações não avancem. O republicano também minimizou os efeitos políticos da alta dos combustíveis provocada pela guerra, afirmando não acreditar que o tema possa afetar o desempenho do Partido Republicano nas eleições legislativas de novembro.

Outro fator que amplia as expectativas é a visita do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, à Casa Branca, prevista para a próxima semana. Embora Israel tenha iniciado a ofensiva militar ao lado dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, os ataques americanos mais recentes foram conduzidos sem participação direta das forças israelenses e concentraram-se na resposta ao controle exercido pelo Irã sobre o Estreito de Ormuz, passagem por onde normalmente circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

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Negociações seguem em andamento

Segundo uma fonte envolvida nos esforços regionais de mediação, ouvida pela Associated Press, tanto Washington quanto Teerã demonstram interesse em preservar o cessar-fogo provisório firmado em junho.

As conversas discutem um possível entendimento que permita ao Irã ampliar seu controle sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, mas preservando a circulação de embarcações internacionais com menos restrições.

Neste domingo (26), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou que representantes do Irã e de Omã realizaram diversas rodadas de negociações técnicas sobre o futuro da navegação na região.

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Segundo ele, mesmo após o encerramento da visita da delegação omanita a Teerã, os contatos diplomáticos continuam avançando.

Ormuz continua no centro da disputa

Desde o início da guerra, o Irã endureceu o controle sobre o Estreito de Ormuz, promovendo ataques contra petroleiros e navios cargueiros que transitavam pela região.

A escalada elevou os preços internacionais do petróleo e pressionou os custos dos combustíveis, tornando o conflito mais sensível politicamente dentro dos Estados Unidos.

Após a trégua firmada em junho, iniciou-se uma disputa sobre as regras de navegação no estreito. O governo iraniano passou a exigir que embarcações utilizassem uma rota mais próxima de seu litoral e chegou a sinalizar a possibilidade de cobrar taxas de passagem.

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Como resposta, parte das embarcações passou a utilizar uma rota mais ao sul, próxima ao território de Omã, sob monitoramento das forças americanas.

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Na tentativa de reduzir a capacidade operacional iraniana na região, os Estados Unidos intensificaram ataques contra posições costeiras e, posteriormente, ampliaram os alvos para incluir pontes e outras infraestruturas estratégicas no sul e no centro do país.

Outros focos de tensão permanecem ativos

Mesmo com a suspensão das ofensivas diretas entre Estados Unidos e Irã, a instabilidade continua em outras frentes do Oriente Médio.

No sábado (25), os rebeldes houthis, do Iêmen, anunciaram ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita em resposta aos bombardeios sauditas sobre a cidade portuária de Hodeida, às margens do Mar Vermelho.

O grupo, apoiado pelo Irã, afirma ter bloqueado o Estreito de Bab el-Mandeb, rota que ganhou importância estratégica para as exportações sauditas após as restrições impostas à navegação no Estreito de Ormuz.

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Ao mesmo tempo, as forças americanas reforçaram o bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo Washington, um navio de bandeira moçambicana foi interceptado no Golfo de Omã na sexta-feira (24) depois de ignorar ordens para interromper a navegação.

Enquanto as negociações prosseguem, Trump mantém o discurso de pressão sobre Teerã. Na sexta-feira, o presidente afirmou que os Estados Unidos têm duas opções: continuar enfraquecendo militarmente o Irã ou alcançar um acordo por meio da diplomacia.

“O Irã está ficando cada vez mais sério com o passar dos dias, talvez por um motivo óbvio”, declarou o republicano, acrescentando que ainda não acredita que o governo iraniano esteja preparado para concluir um acordo.

Também na sexta-feira, Trump reuniu seus principais assessores de segurança nacional para avaliar os próximos passos da estratégia americana. Apesar do encontro, nenhuma nova ofensiva foi registrada durante a noite, encerrando uma sequência de 13 noites consecutivas de ataques aéreos.

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Questionado sobre o impacto da guerra nas eleições legislativas de novembro, o presidente afirmou que não pretende antecipar uma solução por razões eleitorais.

“Temos que fazer isso da maneira certa. As eleições se resolvem sozinhas”, disse.

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