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Conflito no Oriente Médio

Fracasso diplomático leva EUA a bloquear portos do Irã e acende alerta mundial

Publicado 13/04/2026 • 06:43 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Forças dos EUA confirmam bloqueio a todos os portos iranianos após colapso de negociações no Paquistão.
  • Petróleo dispara cerca de 8%, superando US$ 100 por barril, em meio ao temor de nova escalada do conflito.
  • Comunidade internacional reage, com críticas de China, Rússia e aliados da OTAN à medida americana.

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que iniciarão um bloqueio a todos os portos do Irã nesta segunda-feira (13), após o fracasso das negociações entre os dois lados no Paquistão, apesar do alerta do Exército iraniano, que classificou a ação como ato de pirataria.

O presidente Donald Trump já havia sinalizado a medida nas redes sociais, ao afirmar que pretende bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global, após a saída do vice-presidente JD Vance das negociações com uma delegação iraniana em Islamabad.

Segundo os militares americanos, o bloqueio terá início às 14h (GMT) e atingirá todos os navios que saírem ou tentarem atracar em portos iranianos, em ambos os lados da via marítima. Ainda assim, não está claro como a medida será efetivamente aplicada.

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Apesar da escalada retórica, não há indicação imediata de retomada do conflito armado, que havia sido interrompido por um cessar-fogo firmado na semana passada, após semanas de violência na região.

O impacto foi imediato no mercado: os preços do petróleo, que haviam recuado com a trégua, subiram cerca de 8% nesta segunda-feira, com os contratos de WTI e Brent superando US$ 100 por barril (aproximadamente R$ 503,0).

O colapso das negociações no fim de semana frustrou expectativas de um acordo rápido para encerrar o conflito, que já deixou milhares de mortos e abalou a economia global desde o fim de fevereiro.

O tráfego no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de energia, segue fortemente restrito desde o início da guerra, com o Irã permitindo a passagem apenas de embarcações de países aliados, como a China.

Leia também: Forças Armadas dos EUA anunciam bloqueio de todos os portos do Irã na segunda-feira

O clima na região é de apreensão. “As coisas podem mudar a qualquer momento”, afirmou Aishah, consultora econômica de 32 anos em Doha, destacando a incerteza diante do cenário.

Bloqueio e incerteza

O Comando Central dos EUA afirmou que o bloqueio será aplicado de forma “imparcial” a embarcações de todas as nacionalidades, abrangendo portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, com início às 14h (GMT) desta segunda-feira.

Os EUA ressaltaram, no entanto, que navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz com destino a portos não iranianos não serão impedidos, mantendo parte do fluxo internacional.

Em publicação extensa, Trump afirmou que pretende remover minas da região e reabrir a rota marítima, mas reforçou que o Irã não deve lucrar com o controle do estreito.

Para a pesquisadora Nicole Grajewski, do centro de estudos internacionais da Sciences Po, o bloqueio não é apenas um gesto de pressão, mas pode ser interpretado como retomada efetiva da guerra.

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O comando militar iraniano reagiu, classificando a medida como “ato criminoso de pirataria” e alertando que, se seus portos forem ameaçados, nenhuma instalação na região estará segura.

A iniciativa também gerou críticas internacionais. A China destacou que o estreito é uma rota vital para comércio e energia e pediu que EUA e Irã evitem reacender o conflito.

A Rússia informou que o chanceler Sergei Lavrov se reunirá com o ministro chinês Wang Yi em Pequim, enquanto, entre aliados da OTAN, a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, afirmou que o bloqueio “não faz sentido”.

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que o Reino Unido não participará da ação, ressaltando que o país não será arrastado para o conflito.

Impasse diplomático

O Paquistão, que sediou as negociações, afirmou que pretende continuar mediando o diálogo e pediu que ambas as partes respeitem o cessar-fogo de duas semanas.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o país não cederá a ameaças, enquanto o chefe da Marinha, Shahram Irani, classificou o plano de bloqueio como “ridículo”.

Leia também: Irã ‘não cederá a ameaças’, adverte presidente do Parlamento iraniano

O impasse vai além do estreito: o conflito teve início após ataques de Israel e EUA contra o Irã, seguidos de retaliações a cidades do Golfo e de Israel, ampliando a instabilidade regional.

A delegação americana em Islamabad – formada por JD Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner – esbarrou na recusa iraniana em abrir mão do que considera ser seu programa nuclear civil. Após as negociações, Trump reiterou: “O Irã nunca terá uma arma nuclear”. Já Vance afirmou que Washington apresentou sua “melhor e última oferta”, acrescentando: “Veremos se os iranianos aceitam”.

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