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Sem consenso sobre Ormuz, mercado aguarda relatórios sobre oferta e demanda do petróleo
Publicado 12/04/2026 • 20:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/04/2026 • 20:42 | Atualizado há 2 meses
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China pode virar peça-chave na crise do petróleo; entenda
As negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã falharam e as hostilidades devem ser retomadas na próxima segunda-feira (13), após trocas de farpas entre as autoridades dos países. Os mercados, que aguardavam ansiosamente pela distensão do conflito, devem reprecificar os riscos, em meio à divulgação dos relatórios mensais sobre combustíveis da Opep e da Agência Internacional de Energia (AIE).
Os documentos avaliam os impactos do conflito sobre o mercado global de energia e projetam a oferta e a demanda de petróleo e gás para o restante do ano. A análise da Opep deve ser divulgada na segunda, sem horário definido, enquanto a AIE previu a divulgação dos dados às 6h de terça (14).
O final da reunião mostra que a resolução definitiva está mais distante do que o previsto. Autoridades iranianas afirmaram que houve engajamento “de boa-fé” nas negociações frustradas, enquanto representantes americanos elevaram o tom diante do fracasso de assumir o controle estratégico sobre o Estreito de Ormuz, ponto vital para o fluxo global de petróleo. A disputa sobre a segurança e o acesso à rota segue como um dos principais entraves.
No campo econômico, a guerra já deixou marcas profundas. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, alertou que os preços de energia devem permanecer elevados por um período prolongado, mesmo na hipótese já falida de cessar-fogo. O diagnóstico reforça a percepção de que o conflito redesenhou expectativas no mercado, incorporando um prêmio de risco persistente aos preços de petróleo e gás.
Os relatórios da Opep e da AIE caminham na mesma direção. As projeções indicam que, apesar de ajustes pontuais na oferta, a instabilidade geopolítica continuará pressionando os preços e dificultando previsões mais estáveis de demanda. Há também preocupações com gargalos logísticos e possíveis interrupções no fornecimento, sobretudo em cenários de escalada militar na região do Golfo.
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