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A Sony anunciou nesta sexta-feira (27) um novo aumento nos preços de sua linha de consoles PlayStation 5 (PS5), o segundo em menos de um ano, citando “pressões no cenário econômico global” como principal justificativa.

CNBCSony eleva preços do PS5 em até R$ 786 e cita pressões da economia global

Conflito no Oriente Médio

EUA e Israel x Irã: saiba o que está acontecendo no 28º dia da guerra

Publicado 27/03/2026 • 16:06 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os Estados Unidos e Israel uniram-se para atacar o Irã há quase um mês. Agora, o conflito armado entra em seu 28º dia e o presidente dos EUA, Donald Trump, optou por adiar um novo ataque contra a infraestrutura energética do Irã até 6 de abril de 2026.
  • Nesse contexto, países como Paquistão, Turquia e Egito aparecem como intermediadores de mensagens entre Washington e Teerã. Enquanto isso, o Irã tenta negociar com os EUA, embora, segundo o jornal árabe Al Jazeera, a dinâmica seja "unilateral e injusta", na visão dos iranianos.
  • Ademais, os bombardeios no Irã continuam e já mataram mais de 1.900 pessoas. Em retaliação, o país atacado disparou mísseis e drones que também atingiram outros países, como Israel, Jordânia, Kuwait, Árabia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Foto: Majid Asgaripour/WANA/Reuters.

Quase um mês após o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito no Oriente Médio chega ao seu 28º dia nesta quinta-feira (27), em meio a uma escalada militar e diplomática que ainda parece longe de um desfecho.

A operação, iniciada em 28 de fevereiro, ganhou novos contornos após o presidente dos EUA, Donald Trump, decidir adiar um novo ataque à infraestrutura energética iraniana para o dia 6 de abril.

Nesse contexto, países como Paquistão, Turquia e Egito aparecem como intermediadores de mensagens entre Washington e Teerã. Enquanto isso, o Irã tenta negociar com os EUA, embora, segundo o jornal árabe Al Jazeera, a dinâmica seja “unilateral e injusta”, na visão dos iranianos.

Ademais, os bombardeios no Irã continuam e já mataram mais de 1.900 pessoas. Em retaliação, o país atacado disparou mísseis e drones que também atingiram outros países, como Israel, Jordânia, Kuwait, Árabia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A seguir, veja os principais acontecimentos da guerra nos últimos dias.

Leia também: Trump adia ultimato ao Irã, leva crise de Ormuz ao G7 e mantém petróleo 40% acima do pré-guerra

Irã

  • Negociações – O Irã considera a proposta dos EUA “unilateral e injusta” e defende ter 5 exigências não negociáveis. Entre elas, está a manutenção da soberania iraniana no Estreito de Ormuz e reparações pela guerra;
  • Ataques – Israel e EUA seguem atacando o Irã, mas Trump suspendeu os bombardeios contra as usinas de energia até as 20h do dia 6 de abril;
  • Mortes – Até o momento, mais de 1.900 pessoas morreram no Irã.

Leia também: Os EUA teriam armas suficientes para um confronto prolongado com o Irã?

Estados Unidos

  • Armamento – Quanto mais a guerra se estende, maior a pressão sobre o poderio bélico dos EUA. Atualmente, o governo estadunidense estuda redirecionar mísseis interceptores de defesa aérea que iam para a Ucrânia e mandá-los para o Oriente Médio;
  • Desaprovação – Enquanto isso, a população dos EUA desaprova cada vez mais o governo de Donald Trump. Ao menos 64% já são contra a guerra no Irã;
  • Gasolina – A desaprovação do governo de Trump também está atrelada ao aumento de preços dos combustíveis, em especial, da gasolina. De acordo com a CNBC, na última quinta-feira (26), o preço da gasolina nos EUA atingiu uma média nacional de US$ 3,98 por galão, um aumento de aproximadamente 33% em relação ao mês anterior;
  • Mídia – Os americanos estão confiando cada vez menos na cobertura televisiva da guerra. Agora, muitos recorrem às redes sociais para entender outros pontos de vista e se informar.

Leia também: Irã x EUA: quem lucra com a guerra? Veja quais empresas fabricam armamento para os países

Israel ataca outros países além do Irã

Além de atacar o Irã, Israel também tenta enfrentar o Hezbollah, uma organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita libanesa. Por isso, a defesa israelense procura reforçar as tropas no sul do Líbano para criar uma “zona tampão” – isto é, área entre dois ou mais territórios de adversários, ocupada para separá-los fisicamente, segundo o ScienceDirect. Dois soldados israelenses morreram nessa zona recentemente.

Enquanto isso, o líder da oposição de Israel criticou o governo por enviar o exército para atuar em diferentes conflitos sem ter estratégia ou tropas suficientes.

Golfo, Iraque, Líbano e Petróleo

  • Iraque – Queda de mais de 70% nas exportações de petróleo do Iraque pela paralisação do Estreito de Ormuz. EUA também têm atacado bases militares no país, deixando entre 5 e 7 soldados mortos e 23 feridos;
  • Líbano – Mais de 1.116 pessoas morreram no país devido aos ataques israelenses. Um novo ataque atingiu a capital, Beirute, na sexta-feira (20). O território libanês também corre o risco de ser anexado por Israel;
  • Emirados Árabes Unidos – 2 pessoas mortas e 3 feridas por um projétil interceptado em Abu Dhabi.

Leia também: De onde vem o diesel que abastece o mercado brasileiro?

Por fim, no que se refere ao petróleo, a guerra no Irã deixou o Banco Mundial em alerta para oferecer assistência financeira aos países de mercados emergentes caso a guerra escale. Em Filipinas, a situação já é crítica, motivo pelo qual receberam mais de 700 mil barris de petróleo bruto da Rússia.

Ademais, outros países do Sul da Ásia – como Afeganistão, Bangladesh, Butão, Índia, Maldivas, Nepal, Paquistão e Sri Lanka – também dependem do petróleo vindo do Irã e do Estreito de Ormuz.

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