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Conflito no Oriente Médio

Hezbollah rejeita negociações do governo libanês com os EUA e nega zona de segurança israelense

Publicado 21/06/2026 • 13:12 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Hezbollah acusa delegação libanesa em Washington de ceder à pressão dos EUA e abrir mão de soberania
  • Grupo também rejeita criação de zona de segurança israelense no sul do Líbano
  • Postura do Hezbollah aumenta pressão sobre estabilidade do cessar-fogo entre Israel e Líbano
Hezbollah

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O Hezbollah rejeitou neste domingo (21) as negociações diretas entre o governo do Líbano e os Estados Unidos, classificando o processo como uma ameaça à soberania libanesa. Segundo comunicado do grupo, a delegação libanesa em Washington estaria sendo pressionada a aceitar diretrizes americanas que aproximariam Beirute de uma reconciliação com Israel.

Conforme a nota, as conversas partiriam de uma premissa equivocada e levariam à submissão do país, em vez de atender aos interesses nacionais libaneses. O Hezbollah também afirmou que a participação do governo nessas tratativas compromete a capacidade do país de resistir ao que chama de projeto do inimigo, enfraquecendo o esforço para obter uma retirada israelense completa do território libanês.

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Hezbollah também recusa zona de segurança israelense

Além da rejeição às negociações com Washington, o líder do Hezbollah afirmou recusar a criação de uma zona de segurança israelense no sul do Líbano, ponto que tem sido discutido como parte de eventuais garantias para Israel na região fronteiriça.

De acordo com o comunicado do grupo, a presença do governo libanês nas tratativas diretas com os EUA já teria ampliado os riscos à estabilidade e à independência do país, configurando o que o Hezbollah descreveu como alinhamento aos objetivos políticos de Washington e de Israel.

Postura do grupo aumenta pressão sobre o cessar-fogo

A posição do Hezbollah chega em um momento de fragilidade para o cessar-fogo entre Israel e o grupo, marcado por acusações recíprocas de violação nas últimas semanas. Ao recusar tanto as negociações diretas quanto a zona de segurança proposta, o Hezbollah amplia a distância entre suas exigências e os termos discutidos pelo governo libanês com os Estados Unidos, o que tende a dificultar qualquer avanço imediato em direção a uma solução duradoura para o conflito no sul do país.

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