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Conflito no Oriente Médio

Irã afirma que acordo final está longe e Estreito de Ormuz segue fechado

Publicado 19/04/2026 • 07:21 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Estreito de Ormuz segue fechado após Irã reverter reabertura com bloqueio americano a portos iranianos ainda em vigor.
  • Cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Israel termina na quarta-feira sem garantia de renovação.
  • Irã rejeita entregar estoque de urânio enriquecido e questiona exigência dos EUA sobre programa nuclear.
Ormuz

Estreito de Ormuz permanece bloqueado enquanto Irã e EUA trocam acusações e negociações avançam sem acordo final à vista

O Estreito de Ormuz permanecia fechado no domingo (19) em meio ao impasse entre Irã e Estados Unidos. O presidente do parlamento iraniano admitiu que há “progressos” nas negociações, mas avisou que um acordo final ainda está “longe”.

Mohammad Bagher Ghalibaf, um dos principais negociadores de Teerã, disse em pronunciamento televisionado que restam “muitas lacunas e alguns pontos fundamentais” por resolver com Washington. O cessar-fogo vigente termina na quarta-feira (22), sem garantia de renovação.

Pelo Estreito de Ormuz passa normalmente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializados no mundo. Na sexta-feira (17), o Irã havia declarado a via aberta após um acordo temporário de cessar-fogo. A decisão animou os mercados globais e derrubou os preços do petróleo. Horas depois, Teerã recuou ao constatar que os Estados Unidos manteriam o bloqueio a portos iranianos até um acordo definitivo.

“Se a América não levantar o bloqueio, o tráfego no Estreito de Ormuz certamente será limitado”, declarou Ghalibaf.

Leia também: Força iraniana diz que Estreito de Ormuz seguirá fechado e ameaça petroleiros: “serão alvos”

Tensão no Estreito de Ormuz

Os guardas revolucionários iranianos advertiram que qualquer tentativa de cruzar o estreito sem autorização “será considerada cooperação com o inimigo, e a embarcação infratora será visada”.

Dados de rastreamento mostraram que um punhado de petroleiros e navios-tanque atravessou o estreito durante a breve reabertura de sábado (18), mas a maioria recuou. No domingo pela manhã, a entrada do Golfo estava praticamente paralisada.

No sábado, três incidentes registraram o risco da travessia. Uma agência britânica de segurança marítima informou que os guardas revolucionários atiraram contra um petroleiro. A empresa de inteligência Vanguard Tech relatou ameaça de “destruição” a um navio de cruzeiro vazio que saía do Golfo. Em um terceiro caso, a agência britânica registrou o relato de uma embarcação atingida por “projétil desconhecido”, com danos a contêineres, mas sem incêndio.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia convocou o embaixador iraniano para protestar contra um “incidente de tiro” envolvendo dois navios de bandeira indiana no estreito.

Negociações e urânio

No front diplomático, o Egito demonstrou otimismo. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty, disse que Cairo e Islamabad esperam fechar um acordo “nos próximos dias”, após mediações que incluíram conversas em alto nível no Paquistão.

Um dos principais pontos de atrito é o estoque iraniano de urânio enriquecido próximo ao grau de uso em armas. O presidente americano Donald Trump afirmou, na sexta-feira (17), que o Irã havia concordado em entregar cerca de 440 quilogramas do material. O Ministério das Relações Exteriores iraniano negou. Segundo Teerã, o estoque está soterrado sob escombros de bombardeios americanos ocorridos na guerra de 12 dias de junho passado e “não será transferido para lugar nenhum”.

No domingo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian questionou a exigência americana. “Como o presidente dos EUA declara que o Irã não deve usar seus direitos nucleares sem explicar o motivo?”, disse nota da presidência iraniana.

Trump, por sua vez, reconheceu que “conversas muito boas” estão em andamento, mas advertiu Teerã a não tentar “chantagear” Washington com manobras no estreito.

O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, com uma onda de ataques americanos e israelenses ao Irã. A guerra se alastrou pela região, com o Irã mirando países do Golfo que abrigam bases militares dos Estados Unidos e o Hezbollah, aliado iraniano, arrastando o Líbano ao conflito com lançamentos de foguetes contra Israel.

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