Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Inflação global sobe impulsionada pelos preços de energia e choque de petróleo, mostra OCDE
Publicado 04/06/2026 • 08:39 | Atualizado há 49 minutos
CEO da Honeywell Aerospace prevê forte crescimento após estreia da empresa como companhia independente
Ações da Akzo Nobel despencam após fracasso de negociações de aquisição; bolsas europeias fecham em queda
Empresas de criptomoedas tentam deixar ciclo de hype para buscar receitas mais estáveis
EUA propõem novas tarifas sobre 60 economias devido a práticas comerciais de trabalho forçado
Venda de US$ 80 bi em ações da Alphabet coloca Wall Street em “território sem precedentes”, diz Goldman Sachs
Publicado 04/06/2026 • 08:39 | Atualizado há 49 minutos
A inflação nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou para 4,4% em abril de 2026, ante 4,0% em março. Por trás do número está o choque no mercado global de petróleo provocado pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que efetivamente fechou o Estreito de Ormuz por semanas e retirou da oferta mundial cerca de 10,5 milhões de barris diários. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela própria organização.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,67% em abril. A inflação acumulada no ano chegou a 2,60%, e a variação nos últimos 12 meses fechou em 4,39%, levemente acima da média da OCDE no mês.
Leia também: Prévia da inflação, IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio
🔍 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo entre o Irã e Omã, na saída do Golfo Pérsico. Responde por cerca de 35% de todo o comércio global de petróleo por via marítima. Seu fechamento ou restrição tem impacto direto e imediato sobre os preços de energia em todo o mundo.
O preço do petróleo Brent disparou em abril, atingindo US$ 138 por barril no dia 7 e fechando o mês com média de US$ 117, após o fechamento do Estreito de Ormuz apertar o fornecimento global. A crise de março já havia empurrado o Brent acima de US$ 100 pela primeira vez desde 2022, com pico de US$ 119,50, quando o bloqueio da passagem interrompeu cerca de 40% do trânsito marítimo mundial de petróleo por várias semanas.
O Banco Mundial projeta que os preços de energia devem subir 24% em 2026, o maior avanço desde a invasão russa da Ucrânia em 2022. A organização aponta que ataques à infraestrutura energética e as perturbações no Estreito de Ormuz geraram o maior choque de oferta de petróleo já registrado, com redução inicial de cerca de 10 milhões de barris por dia na produção global.
O índice de energia da OCDE disparou 13,2% em abril, avanço de 5,1 pontos percentuais sobre março. Dos 37 países do bloco com dados disponíveis, 31 registraram aceleração nos preços de energia. Apenas Colômbia, Costa Rica, Dinamarca, Islândia e Japão ainda mantinham deflação no componente energético.
A inflação de alimentos também avançou 0,4 ponto percentual, para 4,0%. Já a inflação do núcleo, que exclui alimentos e energia, ficou estável em 3,6%, sinalizando que a pressão inflacionária de abril foi majoritariamente um fenômeno de oferta, não de demanda.
A alta foi disseminada: 23 dos 38 países da OCDE registraram aceleração inflacionária. Os maiores saltos, de 1,0 ponto percentual ou mais, ocorreram em Bélgica, Chile, Grécia, Itália e Turquia. A Suécia registrou a maior queda, de 0,6 ponto percentual, com a redução nos preços de alimentos mais do que compensando a alta da energia.
Entre as sete maiores economias do mundo, a inflação do G7 subiu para 3,2% em abril, ante 2,8% em março. Os Estados Unidos lideraram com 3,8%, o maior patamar desde maio de 2023. Os preços de energia subiram 3,8% no mês e acumularam alta de 17,9% nos últimos 12 meses. A gasolina avançou 5,4% em abril e acumula alta de 28,4% em um ano. O componente de energia respondeu por mais de 40% de toda a alta do índice de preços americano no mês.
Canadá, França, Alemanha e Itália também registraram inflações em patamares não vistos desde 2023 ou 2024. No caso canadense, parte da alta reflete ainda um efeito de base provocado pela eliminação do imposto federal sobre carbono em abril de 2025.
O Reino Unido foi a exceção positiva do grupo. A inflação do núcleo britânico recuou para 2,8%, menor nível desde setembro de 2021, contribuindo para queda na inflação geral do país.
Na zona do euro, a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) subiu para 3,1% em abril, ante 2,6% em março. A energia foi o principal motor, com alta de 10,8%, o maior patamar desde fevereiro de 2023. A inflação do núcleo e de alimentos permaneceu estável em 2,2%.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GooglePara maio, a estimativa prévia do Eurostat indica que a inflação geral e a de energia na zona do euro se mantiveram praticamente estáveis, em 3,2% e 10,9%, respectivamente, com o núcleo subindo levemente para 2,5%.
No G20, a inflação geral subiu para 4,3% em abril, ante 4,0% em março. O Brasil integrou o grupo de países onde os preços aceleraram no período, ao lado de China, Índia e África do Sul.
O IPCA de 0,67% em abril manteve a inflação brasileira em linha com o movimento global, com a leitura acumulada em 12 meses de 4,39% refletindo um ambiente de pressão sobre os preços, ainda que sem os picos registrados nas economias mais expostas ao choque do petróleo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Mais lidas
1
Operação entre BTG e primo de Vorcaro vira alvo do STF e da Polícia Federal
2
EUA propõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil em investigação sobre trabalho forçado; 60 países são taxados
3
Greg Abel adota estilo de Buffett em ofensiva de quase R$ 85 bilhões e amplia aposta em tecnologia
4
Reforma tributária força varejo e consumo a rever preços, logística e créditos fiscais
5
Ibovespa cai 1,70% e dólar sobe a R$ 5,04 sob pressão de tarifas americanas e conflito EUA-Irã