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Irã ameaça países do Golfo com retaliações após ataque à usina nuclear de Bushehr
Publicado 04/04/2026 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/04/2026 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Foto por - / ICANA NEWS AGENCY / AFP
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (4) que a precipitação radioativa de novos ataques à usina nuclear de Bushehr teria repercussões desastrosas nas capitais dos países do Golfo, não em Teerã.
Araghchi acusou os governos ocidentais de permanecerem em silêncio diante dos repetidos ataques à instalação, localizada a cerca de 750 quilômetros ao sul da capital iraniana. A usina utiliza urânio pouco enriquecido fornecido pela Rússia, com suporte de técnicos russos, e abastece o Irã com cerca de 1.000 megawatts de energia.
A declaração veio após a Organização de Energia Atômica do Irã informar que um ataque aéreo atingiu as proximidades de Bushehr, matando um guarda de segurança e danificando um prédio de apoio.
No mesmo sábado, um aparente drone iraniano danificou a sede da Oracle em Dubai. O ataque atingiu o edifício na Sheikh Zayed Road, principal rodovia da cidade. Imagens obtidas pela Associated Press de fora dos Emirados Árabes Unidos mostraram um grande buraco no canto sudoeste do prédio, com o letreiro de neon da empresa danificado.
A Guarda Revolucionária do Irã havia ameaçado a Oracle previamente, listando a empresa entre 18 companhias americanas de tecnologia classificadas como alvos legítimos.
Os Emirados Árabes Unidos interceptaram 23 mísseis balísticos e 56 drones iranianos nas últimas 24 horas, segundo comunicado do Ministério da Defesa divulgado neste sábado.
Desde o início da guerra, todos os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) foram atacados: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã. Os alvos incluíram bases militares americanas, embaixadas dos EUA e instalações de petróleo e gás natural.
O Irã sustenta que os bombardeios às bases americanas nos países do Golfo são uma resposta à guerra iniciada por Washington e Israel, já que não tem capacidade de atingir os EUA diretamente. Os Estados do Golfo, por sua vez, reagiram com indignação por estarem no meio de um conflito que não consideram seu.
Os ataques expõem fragilidades dos países do Golfo e podem afastar empresas que escolheram a região como base de operações. Nvidia, Microsoft, Oracle e Amazon investiram em instalações de grande escala na área, incluindo data centers para seus projetos de inteligência artificial em Dubai, Abu Dhabi e Doha.
Araghchi sinalizou também que o Irã está disposto a enviar representantes a Islamabad, no Paquistão, para discutir o fim da guerra. O chanceler afirmou que o que importa para Teerã são os termos de “um fim conclusivo e duradouro para a guerra ilegal que nos é imposta.”
O Paquistão afirmou na semana passada que sediará negociações entre os EUA e o Irã, mas não há confirmação sobre data ou se os encontros de fato ocorrerão.
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