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Irã confirma mortes em ataque dos EUA e reforça ameaça de retaliação
Publicado 08/07/2026 • 16:27 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 08/07/2026 • 16:27 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O governo do Irã confirmou nesta quarta-feira (8) a morte de oito militares em ataques realizados pelos Estados Unidos contra alvos no sul do país. A ofensiva ocorre em meio ao agravamento da crise entre os dois países e foi acompanhada por novas ameaças de retaliação por parte de Teerã, que voltou a defender o fechamento do Estreito de Ormuz caso seja alvo de novos ataques.
Segundo a agência estatal IRIB, “oito bravos integrantes da Força Aérea e da Marinha do Exército da República Islâmica do Irã alcançaram o martírio” após uma “agressão criminosa perpetrada pelos militares dos EUA”. Os militares morreram em ataques nas regiões de Bandar Abbas e Bushehr.
A emissora estatal divulgou a identidade dos oito integrantes das Forças Armadas atingidos pelos bombardeios e afirmou que eles foram mortos por projéteis disparados durante a operação americana.
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Em meio à escalada das tensões, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou Washington de violar o memorando de entendimento firmado entre os dois países.
Segundo ele, o acordo previa mecanismos relacionados à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos teriam descumprido os compromissos ao realizar ataques contra território iraniano.
“Os Estados Unidos desafiaram essa cláusula e, na prática, violaram a estrutura do acordo com suas ações unilaterais e também com ataques agressivos contra o Irã”, afirmou Baghaei em publicação na rede X.
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O porta-voz acrescentou que “a República Islâmica do Irã perseguirá com determinação a salvaguarda de seus interesses nacionais e o exercício de sua soberania”.
O episódio amplia o risco de uma nova escalada militar na região.
Segundo relatos da imprensa iraniana, autoridades do país afirmaram que o Irã fechará o Estreito de Ormuz e responderá com ataques “duas vezes mais” intensos contra alvos considerados inimigos caso os Estados Unidos promovam novas ofensivas.
Além disso, a agência Fars informou que o Parlamento iraniano sinalizou a possibilidade de rever a doutrina nuclear do país caso ocorra um ataque americano de maior proporção.
As declarações reforçam o clima de instabilidade no Oriente Médio e aumentam as preocupações do mercado com possíveis impactos sobre o transporte marítimo e o fornecimento global de petróleo.
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