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Quais são as principais armas usadas pelo Irã contra EUA e Israel?
Publicado 09/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 09/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Freepik IA
EM EDIÇÃO Arsenal do Irã: conheça os mísseis e drones usados contra EUA e Israel
Os Estados Unidos, Israel e Irã entraram em confronto armado em 28 de fevereiro, após ataques coordenados atingirem alvos iranianos e resultarem na morte do líder supremo Aiatolá Ali Khamenei.
As ofensivas ocorreram por vias aéreas e marítimas e provocaram resposta imediata de Teerã contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases americanas, segundo o portal Aljazeera.
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A seguir, saiba quais são as principais armas utilizadas pelo Irã em sua luta contra Estados Unidos e Israel.
A base da estratégia militar iraniana está na sua força de mísseis. O país possui um dos arsenais mais amplos do Oriente Médio, com sistemas balísticos e de cruzeiro capazes de atingir alvos regionais a diferentes distâncias.
Os mísseis balísticos de maior alcance podem viajar entre 2.000 km e 2.500 km. Isso coloca Israel e bases americanas no Golfo no raio de ação iraniano, embora esses projéteis não tenham capacidade para alcançar o território dos Estados Unidos.
Entre 150 km e 800 km, os mísseis de curto alcance são empregados para ataques rápidos contra alvos militares próximos. Estão nesse grupo variantes da família Fateh, como Zolfaghar e Qiam-1, além dos modelos Shahab-1 e Shahab-2.
Esses sistemas podem ser lançados em salvas, reduzindo o tempo de reação das defesas adversárias. A tática já foi utilizada anteriormente em ataques contra bases com presença americana no Iraque.
Com alcance entre 1.500 km e 2.000 km, os mísseis de médio alcance ampliam o poder de retaliação regional. Modelos como Shahab-3, Emad, Ghadr-1, Khorramshahr e Sejjil sustentam essa capacidade.
O Sejjil, movido a combustível sólido, permite preparação mais rápida para lançamento. Essa característica é considerada relevante em cenários nos quais o Irã precise responder sob pressão ou após sofrer ataques iniciais.
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Esses sistemas mantêm Israel e instalações militares dos EUA em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos sob ameaça constante.
Além dos balísticos, o Irã investe em mísseis de cruzeiro, que voam a baixa altitude e podem contornar obstáculos naturais, dificultando a detecção por radares.
Entre os modelos apontados estão Soumar, Hoveyzeh, Quds, Paveh e Raad. O Soumar pode alcançar até 2.500 km.
Os drones de ataque unidirecional completam essa estratégia. Mais baratos e fáceis de produzir, eles podem ser lançados em grande número para saturar sistemas de defesa aérea. Embora mais lentos que mísseis, mantêm alvos estratégicos sob pressão por períodos prolongados.

Outro elemento relevante é a infraestrutura subterrânea construída ao longo dos anos. O Irã mantém túneis de armazenamento e bases protegidas que dificultam a destruição total de seu arsenal em um primeiro ataque.
Essa rede amplia a capacidade de sobrevivência do programa de mísseis e sugere que o país poderia sustentar disparos por mais tempo em caso de confronto prolongado.
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O Estreito de Ormuz é outro instrumento estratégico. Por ali passa uma parcela significativa do petróleo e gás comercializados globalmente.
O Irã pode ameaçar embarcações comerciais e forças navais com mísseis antinavio, minas marítimas, drones e lanchas rápidas. Mesmo sem declarar bloqueio formal, ações de intimidação e aumento do risco na região já impactam rotas e custos de transporte.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter realizado ataques contra petroleiros ligados aos Estados Unidos e ao Reino Unido nas proximidades do estreito, ampliando o risco de desestabilização econômica.
Teerã também conta com o apoio de grupos alinhados na região, como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen. Ambos condenaram a morte de Khamenei e sinalizaram alinhamento com o governo iraniano.
Autoridades iranianas indicam que não enxergam o atual confronto como uma operação isolada. A mensagem pública é de que qualquer ataque em território iraniano será tratado como parte de uma guerra mais ampla.
Dessa forma, a combinação de mísseis balísticos, de cruzeiro, drones, estruturas subterrâneas e pressão sobre rotas marítimas forma o núcleo da resposta iraniana.
Segundo o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Comando Central dos Estados Unidos informou que mais de mil alvos foram atingidos no território iraniano desde o início da ofensiva.
Segundo o órgão, os ataques miraram instalações de mísseis, navios de guerra, submarinos e estruturas de comando militar. A operação combinou poder aéreo, sistemas antimísseis e recursos navais em larga escala.

Entre os equipamentos empregados estão drones de ataque unidirecional LUCAS, apontados como uma alternativa de menor custo para missões de impacto direto, além dos drones MQ 9 Reaper, usados para vigilância e ataques de precisão. No ar, bombardeiros furtivos B 2 ampliaram a capacidade de penetração em áreas protegidas por defesa aérea.
Armas e sistemas utilizados pelos Estados Unidos na ofensiva:
Artilharia e guerra eletrônica
Apoio aéreo e superioridade no ar
Operações navais e suporte logístico
A logística contou com aeronaves de carga C 17 Globemaster e C 130, responsáveis pelo transporte de tropas, equipamentos e suprimentos.
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A resposta militar do Irã está concentrada principalmente em seu amplo arsenal de mísseis balísticos de curto e médio alcance, mísseis de cruzeiro, drones de ataque e sistemas antinavio, além de infraestrutura subterrânea destinada a proteger lançadores e estoques estratégicos.
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