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Guerra comercial: 69% dos canadenses querem manter proibição de álcool dos EUA
Publicado 11/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
Guerra comercial: 69% dos canadenses querem manter proibição de álcool dos EUA
A guerra comercial entre EUA e Canadá ganhou mais um capítulo, desta vez envolvendo bebidas alcoólicas. Uma nova pesquisa da Abacus Data mostra que 69% dos entrevistados apoiam a manutenção das restrições à venda de bebidas alcoólicas americanas.
O levantamento ouviu pessoas da Colúmbia Britânica, Manitoba, Ontário e do Canadá Atlântico. Do total, 19% disseram que as restrições deveriam ser suspensas, enquanto 11% afirmaram não ter certeza.
O resultado, de acordo com a RobbReport, ocorre enquanto os dois países continuam envolvidos em uma disputa comercial marcada pela adoção de tarifas e medidas de retaliação. Nesse cenário, as bebidas americanas se tornaram um dos principais pontos de tensão entre os governos.
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Em março de 2025, a maioria das províncias canadenses proibiu a venda de bebidas alcoólicas americanas. Até o momento, segundo o levantamento citado pela Robb Report, apenas Alberta e Saskatchewan revogaram suas proibições.
A medida foi uma resposta às tarifas adotadas pelo governo de Donald Trump. Agora, a disputa voltou a ganhar força depois que o presidente americano anunciou uma nova tarifa de 50% sobre uma ampla variedade de produtos canadenses, incluindo equipamentos de hóquei, couro bovino, vinho, cerveja e uísque.
A nova tarifa está prevista para entrar em vigor em 19 de agosto e representa mais uma etapa da sequência de medidas adotadas pelos dois países. Antes disso, o Canadá havia imposto tarifas sobre autopeças americanas, em resposta à primeira rodada de taxas anunciada pelo governo Trump.
Além disso, a congressista republicana Claudia Tenney apresentou no mês passado a chamada Lei CANADA, sigla para “Combate aos Ataques às Nossas Bebidas Alcoólicas Nacionais por Aliados”. A proposta busca investigar a proibição canadense às bebidas americanas.
Embora as restrições tenham provocado impactos para produtores e destilarias dos Estados Unidos, a pesquisa mostra que a maior parte dos entrevistados prefere mantê-las.
A Colúmbia Britânica registrou o maior apoio, com 72%. Em seguida aparecem Ontário e o Canadá Atlântico, ambos com 69%. Em Manitoba, o índice ficou em 63%. A idade também influenciou os resultados. Entre os entrevistados de 30 a 44 anos, 60% apoiaram a manutenção das restrições. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, o percentual chegou a 78%.
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Siga o Times | CNBCA diferença foi ainda mais evidente quando os entrevistados foram divididos por preferência partidária. Entre eleitores do Partido Liberal, 83% apoiaram a manutenção das restrições. No Novo Partido Democrático, o índice foi de 84%.
Entre os eleitores do Partido Conservador, o apoio foi menor, mas ainda representou uma maioria: 53% defenderam a continuidade das medidas. Além disso, 19% dos entrevistados disseram que gostariam que as províncias mantivessem a proibição da venda de bebidas alcoólicas americanas independentemente do que aconteça com as tarifas.
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A disputa já provocou efeitos significativos sobre o mercado americano de bebidas alcoólicas no Canadá. Segundo o governo Trump, as importações canadenses desses produtos caíram aproximadamente 81%, passando de cerca de US$ 718 milhões para US$ 137 milhões em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
O impacto atingiu especialmente marcas e destilarias de uísque americano. Ao mesmo tempo, a associação comercial canadense Spirits Canada tem defendido o diálogo com os Estados Unidos para tentar retirar as tarifas.
Na Colúmbia Britânica, porém, o primeiro-ministro David Eby afirmou que “não há a menor chance” de as bebidas alcoólicas americanas voltarem às prateleiras da província.
Para David Coletto, CEO da Abacus Data, os resultados mostram que os governos provinciais têm margem para manter as restrições. Segundo ele, o apoio não está relacionado apenas a vinho, cerveja ou destilados, mas também à percepção de que o Canadá não deveria responder à pressão econômica com concessões imediatas.
Com a nova tarifa de 50% prevista para 19 de agosto, a disputa comercial entre Canadá e EUA deve continuar afetando o mercado de bebidas. Por enquanto, a pesquisa mostra que uma parcela significativa dos canadenses prefere manter as restrições às bebidas alcoólicas dos EUA, mesmo diante da possibilidade de novas tarifas.
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