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Dívida externa de países em desenvolvimento bate recorde de R$ 51,5 trilhões em 2025
Publicado 05/11/2026 • 16:35 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/11/2026 • 16:35 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
A dívida externa dos países em desenvolvimento alcançou US$ 9,4 trilhões (R$ 51,5 trilhões) em 2025, um recorde após avanço de 5,5% em relação ao ano anterior. Segundo o relatório Dívida Internacional 2026, do Banco Mundial, foi o crescimento mais acelerado desde 2021, impulsionado sobretudo pelo endividamento junto a credores privados.
O aumento das obrigações financeiras amplia a pressão sobre os países mais pobres e ameaça restringir recursos destinados a investimentos essenciais para a população. A emissão de títulos por entidades públicas avançou quase 35%, para US$ 251 bilhões (R$ 1,38 trilhão), o maior volume em cinco anos.
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O movimento também atingiu economias consideradas mais vulneráveis. Entre os países que podem acessar financiamento em condições facilitadas pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), ligada ao Banco Mundial, a dívida externa cresceu 8,1%, chegando a US$ 1,3 trilhão (R$ 7,12 trilhões).
Leia também: Banco Mundial aponta queda no investimento estrangeiro em países em desenvolvimento
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Siga o Times | CNBCParte dos governos voltou ao mercado internacional para emitir títulos e recomprar obrigações próximas do vencimento. A estratégia aliviou o calendário de pagamentos, mas não produziu uma redução significativa do montante total devido.
Os dados do início de 2026 apontavam que a demanda por financiamento externo continuava elevada entre países de baixa e média renda, apesar dos custos de captação. A desvalorização do dólar também contribuiu para elevar os valores registrados da dívida em moeda americana, de modo que algumas economias terminaram 2025 mais endividadas mesmo depois de efetuar pagamentos.
Entre 2022 e 2025, os países em desenvolvimento desembolsaram US$ 436 bilhões (R$ 2,39 trilhões) a mais para honrar dívidas do que receberam em novos empréstimos. A diferença evidencia o peso crescente do serviço da dívida sobre os recursos disponíveis para outras prioridades.
Somente em 2025, os países de baixa e média renda destinaram US$ 1,4 trilhão (R$ 7,67 trilhões) ao pagamento de dívidas e encargos. Foi o quinto ano consecutivo de aumento desses desembolsos, em um cenário no qual várias economias ainda enfrentavam juros elevados para obter crédito internacional.
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