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Dólar recua com alívio externo e encerra semana praticamente estável
Publicado 26/06/2026 • 17:29 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/06/2026 • 17:29 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Notas de dólar.
O dólar fechou em queda diante do real nesta sexta-feira (26), acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior. O movimento ocorreu em meio a um ambiente global mais favorável ao risco, após notícias de um acordo inicial mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Líbano.
O dólar à vista recuou 0,20%, cotado a R$ 5,1676. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1563 e R$ 5,1894. Na semana, acumulou leve alta de 0,05%.
Às 17h05, o dólar futuro para julho caía 0,27%, a R$ 5,1720. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, recuava 0,10%, aos 101,334 pontos. O euro subia 0,12%, a US$ 1,1387, enquanto a libra tinha leve alta de 0,03%, a US$ 1,3199.
Leia também: Ouro recua após alta do dólar e apostas em juros nos EUA
O dólar perdeu força globalmente pelo segundo dia seguido, em meio à leitura de que dados econômicos recentes dos Estados Unidos e a queda do petróleo reduziram parcialmente as apostas em altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Ainda assim, os mercados seguem precificando aumento de cerca de 25 pontos-base nos juros americanos este ano.
O ambiente externo também foi influenciado pelo Oriente Médio. Israel e Líbano assinaram um acordo-quadro em Washington, após negociações mediadas pelos Estados Unidos para tentar encerrar os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O pacto foi tratado pelas partes como um primeiro passo, ainda com poucos detalhes públicos.
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Siga o Times | CNBCNo mercado doméstico, o clima mais leve também ajudou o real, após as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na véspera. Ele afirmou que não há sinalização sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) e que a decisão de agosto dependerá dos dados dos próximos 40 dias.
Leia também: Dólar fecha a R$ 5,20 e atinge maior cotação desde março
Apesar do recuo no dia, a queda do dólar foi limitada pela cautela com a política monetária dos Estados Unidos.
Outro fator de pressão foi o petróleo. A queda forte da commodity tende a pesar sobre moedas de países produtores, como o real brasileiro, ao reduzir a atratividade de ativos ligados a exportadores de energia.
Na véspera, o dólar já havia recuado após dados de inflação dos Estados Unidos virem sem surpresa negativa. Nesta sexta, a moeda fechou a semana praticamente de lado, refletindo a combinação entre alívio externo, cautela com o Fed e ajustes em commodities.
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