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CNBCBalanço da Micron e novo ETF alavancado elevam expectativa de volatilidade no mercado

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Dólar fecha a R$ 5,20 e atinge maior cotação desde março

Publicado 24/06/2026 • 17:41 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Moeda americana subiu 0,29% no comercial e encerrou cotada a R$ 5,202 para venda.
  • Desde a mínima do ano, registrada em maio, o dólar acumula valorização de cerca de 6%.
  • Tom mais duro do Federal Reserve reforçou apostas de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.
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Foto: Unsplash

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (24), pressionado pela maior aversão global a risco e pela expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.

A moeda americana subiu 0,29% no câmbio comercial e encerrou cotada a R$ 5,202 para venda, no maior valor desde 30 de março. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,22.

A alta ocorre em meio à recomposição do dólar nas últimas semanas. Desde a mínima do ano, quando chegou a R$ 4,89 na primeira semana de maio, a moeda já acumula valorização de cerca de 6%.

O movimento recente tem sido influenciado por fatores domésticos e externos. No Brasil, investidores acompanham o cenário político, a corrida presidencial e as dúvidas sobre os próximos passos da política monetária. No exterior, o foco está na possibilidade de novos aumentos de juros nos Estados Unidos e nas dúvidas sobre a rentabilidade de investimentos em inteligência artificial.

Leia também: Ouro recua após alta do dólar e apostas em juros nos EUA

Fed pesa no câmbio

A cautela ganhou força após a última decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, na primeira reunião conduzida por Kevin Warsh.

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Apesar da manutenção da taxa, o tom mais duro do comunicado e das projeções dos dirigentes reforçou a leitura de que os juros americanos podem seguir elevados por mais tempo — e até voltar a subir nos próximos trimestres.

Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a fortalecer o dólar globalmente, ao aumentar a atratividade dos títulos americanos e reduzir o apetite por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes.

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Petróleo alivia parte da pressão

Ao longo da sessão, a queda do petróleo ajudou a limitar parte da pressão sobre o real. A commodity recuou para o menor patamar desde o início da guerra, reduzindo temores sobre inflação global e custos de energia.

Mesmo assim, o ambiente externo seguiu desfavorável para moedas emergentes, enquanto a bolsa brasileira também foi afetada pela maior cautela dos investidores.

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