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Deslocamento para o trabalho pode acabar até 2040, prevê CEO de gigante global

Publicado 14/08/2026 • 20:05 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O deslocamento diário até o trabalho pode deixar de fazer parte da rotina de milhões de profissionais até 2040.
  • A previsão é de Mark Dixon, CEO da IWG, considerada a maior provedora de espaços de trabalho do mundo.
  • A previsão acompanha uma mudança na forma como as empresas organizam suas equipes. De acordo com Dixon, boa parte do trabalho de escritório já ocorre pela internet e na nuvem.
Deslocamento para o trabalho pode acabar até 2040, prevê CEO de gigante global

Foto: pexels

Deslocamento para o trabalho pode acabar até 2040, prevê CEO de gigante global

O deslocamento diário até o trabalho pode deixar de fazer parte da rotina de milhões de profissionais até 2040. A previsão é de Mark Dixon, CEO da IWG, considerada a maior provedora de espaços de trabalho do mundo.

Para o executivo, a combinação entre trabalho flexível, tecnologia e mudanças no perfil das novas gerações deve transformar a relação com os escritórios. Nesse cenário, passar horas no trânsito ou no transporte público para chegar a um computador tende a perder espaço.

Segundo a Fortune, Nixon afirma que o deslocamento pode desaparecer nos próximos 15 anos. Segundo ele, as novas gerações poderão considerar estranho o modelo em que empresas exigem que funcionários percorram longas distâncias diariamente para trabalhar.

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Trabalho flexível ganha espaço

A previsão acompanha uma mudança na forma como as empresas organizam suas equipes. De acordo com Dixon, boa parte do trabalho de escritório já ocorre pela internet e na nuvem. Por isso, a necessidade de manter funcionários em um endereço físico específico perde força.

Na visão do executivo, o local de trabalho do futuro poderá estar em diferentes pontos. Em vez de seguir diariamente para um escritório específico, o profissional poderá usar o celular para encontrar um espaço próximo e trabalhar a partir dali.

Assim, o escritório não desapareceria necessariamente. O que mudaria seria sua função. O espaço físico deixaria de representar o destino obrigatório dos funcionários e passaria a ser uma das opções disponíveis. Uma pesquisa da IWG em parceria com a consultoria global de engenharia Arup reforça essa perspectiva. O levantamento aponta que os deslocamentos longos e diários podem desaparecer até 2040.

Geração Alfa espera trajetos menores

Os hábitos esperados pela Geração Alfa também ajudam a explicar essa mudança. Apenas um quarto dos integrantes dessa geração acredita que passará mais de 30 minutos se deslocando até o trabalho no futuro. A maioria considera esse período longo e espera ter liberdade para trabalhar mais perto de casa ou diretamente de onde mora.

Atualmente, o nova-iorquino médio passa cerca de 53 minutos no trem para chegar ao escritório. Os londrinos enfrentam um deslocamento semelhante. Em contraste, 80% da Geração Alfa acreditam que o trabalho flexível será o padrão até 2040.

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Os integrantes mais velhos da Geração Alfa têm atualmente 16 anos. Parte desse grupo ainda nem entrou no mercado de trabalho, mas já demonstra uma expectativa diferente sobre a rotina profissional.

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I.A também muda rotina

A transformação, entretanto, não depende apenas do trabalho remoto. A inteligência artificial também aparece como um dos fatores capazes de alterar a organização das empresas.

O estudo do National Bureau of Economic Research apontou que líderes mais favoráveis ao trabalho remoto também demonstram maior propensão a adotar novas tecnologias e ferramentas de software para administrar suas equipes.

Dixon avalia que empresas que priorizarem a presença física em vez de modelos flexíveis e do uso de inteligência artificial podem perder competitividade. Brian O’Kelley, fundador da Scope3, também defende essa mudança. Antes de criar a empresa, ele fundou a AppNexus, vendida para a AT&T por US$ 1,6 bilhão em 2018.

Segundo O’Kelley, empresas remotas conseguem acessar profissionais de diferentes partes do mundo e manter operações contínuas.

Dessa forma, a previsão de Dixon não aponta necessariamente para o desaparecimento dos escritórios. A principal mudança está na obrigatoriedade do deslocamento diário. Se a tendência avançar, trabalhar poderá significar escolher o local mais conveniente para cada atividade, reduzindo a necessidade de enfrentar longos trajetos ao trabalho todos os dias.

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