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Emirados Árabes seguem como parceiro estratégico do Brasil apesar das tensões no Oriente Médio, diz CEO da WTM International

Publicado 04/08/2026 • 19:09 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Relação comercial entre Brasil e Emirados Árabes segue estável apesar da guerra no Oriente Médio.
  • Mercado emirático ainda oferece espaço para ampliar exportações brasileiras de bens e serviços.
  • País também pode servir como plataforma para empresas brasileiras alcançarem outros mercados.

As tensões no Oriente Médio ainda não provocaram impactos relevantes nas relações comerciais entre Brasil e Emirados Árabes Unidos, segundo Lisandro Vieira, CEO da WTM International. Em entrevista nesta terça-feira (4) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que, apesar dos efeitos iniciais do conflito sobre deslocamentos e viagens, os negócios voltaram rapidamente à normalidade e a parceria entre os dois países segue sólida.

Vieira contou que estava nos Emirados Árabes Unidos quando os ataques começaram, no fim de fevereiro, e acompanhou de perto os primeiros reflexos da escalada militar.

“Naquele primeiro dia houve uma tensão inicial e um receio bastante grande, porque ninguém está habituado a ver conflitos tão de perto. Mas, logo nos dias seguintes, percebemos uma capacidade incrível dos Emirados Árabes Unidos de se defender. Passei mais duas semanas lá com uma sensação de segurança bastante grande”, afirmou.

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Segundo ele, os maiores impactos ficaram concentrados nas primeiras semanas, principalmente sobre voos, deslocamentos e reuniões presenciais.

“Houve impacto nos voos, principalmente para quem chegava por Doha ou outras conexões. Mas, depois disso, a vida seguiu normalmente e os negócios também. Hoje, a minha sensação é de que existe uma normalidade muito boa diante do cenário observado”, disse.

Comércio ainda tem espaço para crescer

O CEO destacou que os Emirados Árabes Unidos continuam sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil no mundo árabe e avalia que ainda há amplo espaço para ampliar as exportações brasileiras.

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Segundo ele, cerca de 85% da corrente de comércio entre os dois países corresponde a vendas brasileiras para o mercado emirático.

“Os Emirados são um excelente mercado para o Brasil. Temos uma balança comercial altamente superavitária, mas ainda existe muita oportunidade para ampliar os produtos que exportamos”, afirmou.

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Vieira ressaltou que os números mais conhecidos se referem apenas ao comércio de bens e que o potencial vai muito além desse segmento.

Emirados como plataforma logística

Na avaliação do executivo, os Emirados Árabes Unidos devem ser vistos não apenas como destino final das exportações brasileiras, mas também como uma plataforma para alcançar outros mercados.

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“Se olharmos para os Emirados como um polo logístico, eles estão a poucas horas de voo de cerca de dois terços da população mundial. Esse mercado pode servir de ponte para outros destinos, como a Índia, que possui acordos comerciais importantes com o país”, explicou.

Ele afirmou que essa característica amplia significativamente as oportunidades para empresas brasileiras interessadas em expandir sua atuação internacional.

Serviços e tecnologia ganham espaço

Vieira também chamou atenção para o potencial de crescimento das exportações brasileiras de serviços, especialmente nas áreas de tecnologia.

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Segundo ele, embora o comércio de serviços entre os dois países seja estimado em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,3 bilhões), o Brasil ainda importa mais serviços dos Emirados do que exporta.

“No setor de serviços existe uma oportunidade muito grande para o Brasil vender tecnologia aos Emirados Árabes Unidos. Esse é um mercado que ainda pode crescer bastante”, concluiu.

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